Valência doa áreas abandonadas para a criação de hortas urbanas
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Foto: Istock/Getty Images
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Valência doa áreas públicas para a criação de hortas urbanas

Pedro Katchborian em 8 de novembro de 2016

O que fazer com áreas abandonadas? A cidade de Valência, na Espanha, traz uma boa solução. Um programa governamental está investindo para que as áreas públicas se tornem hortas urbanas.

Tudo começou no bairro sustentável de Sociópolis, projetado há quatro anos. Desde o começo, a proposta previa uma área para o plantio feito pelos próprios moradores da região. Atualmente, essa região já tem mais de 46 mil metros quadrados de hortas urbanas e gera mais de 15 toneladas de alimentos todos os anos.

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Foto: Istock/Getty Images

Rita Barberá, prefeita da cidade de Valência, começou a expandir a ação. O próximo bairro que deve receber as hortas urbanas é Benimaclet, que vai ganhar mais de 6 mil metros quadrados. Algumas regras foram criadas para as hortas urbanas. Os interessados devem procurar a Federação das Associações e Moradores de Valência e alugar um dos imóveis disponíveis — e não é caro. A taxa é de 110 euros por ano, com ferramentas e água incluídas. Mas a área alugada deve, exclusivamente, ser utilizada para as hortas. Caso o espaço não esteja sendo usado para o cultivo, a prefeitura retira a terra da pessoa.

A cidade de Valência tem como o cultivo um dos seus principais destaques. As hortas da cidade espanhola estão entre as mais tradicionais da Europa. Recentemente, passaram a oferecer diferentes atividades e serviços, como restaurantes e passeios.

Hortas urbanas e o contato entre pessoas

Além de aumentar a quantidade de área verde nas cidades, as hortas urbanas permitem que a pessoas possam comer o que plantam. Esse tipo de iniciativa também dá acesso à alimentos frescos e livres de agrotóxicos. Há também as vantagens sociais: uma horta urbana comunitária integra a comunidade e estimula o contato entre pessoas, tendo um importante papel entre moradores.

Além de Valência, várias outras cidades espalhadas pelo mundo tem incentivado hortas urbanas. Nova Iorque, Berlim e Hong Kong são alguns dos locais que têm grandes hortas. O site Falling Fruit mapeou vários locais no mundo que tem hortas urbanas. Segundo a plataforma, são mais de 500 mil ao redor do mundo.

Em Nova Iorque, nos Estados Unidos, a maior horta urbana da cidade chama-se Brooklyn Grange Farm. A horta, que fica em um telhado de um prédio no Queens, produz cerca de 20 kg de produtos frescos todos os anos, além de ter mais de 30 colmeias produtoras de mel. Durante o inverno, o espaço também é aproveitado para plantar trevo e ervilhaca, evitando a erosão do solo e repondo nutrientes.

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Na Inglaterra, a cidade de Todmorden fornece frutas e verduras de graça para os seus moradores. Elas são cultivadas nas mais de 40 hortas urbanas espalhadas pela cidade.

O Brasil também tem projetos interessantes nesse contexto. Há ideias como o Cidades Sem Fome, que incentiva “a integração social de grupos vulneráveis, utilizando como ferramenta de inclusão trabalhos de horticultura, que contribuem efetivamente na melhora da alimentação das crianças e dos adultos”. A iniciativa implementou 21 hortas comunitárias na Zona Leste de São Paulo, além de 38 hortas em escolas públicas.

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