Como o baixo preço da energia solar pode modificar a indústria
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Foto: Istock/Getty Images
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Como o baixo preço da energia solar pode modificar a indústria da eletricidade

Pedro Katchborian em 4 de janeiro de 2017

É fato: o preço da energia solar caiu nos últimos anos. O baixo custo de produzir energia a partir da luz do sol tornou esse método uma das fontes mais eficazes para gerar eletricidade.

O mais importante disso é que o preço também caiu em 60 países de baixa renda. Segundo o DailyKos, o preço caiu para US$ 1, 65 milhões por megawatt em 2016. “A energia solar está começando a competir com o carvão e o gás natural em uma escala maior, novos projetos solares estão emergindo no mercado e estão custando menos do que projetos com vento”, diz um relatório da Bloomberg New Energy Finance, uma pesquisa que analisa o mercado da energia.

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O relatório, chamado de Climatescope, explicita como o preço caiu durante o ano: “Leilões, em que empresas privadas competem para assinar contratos gigantes para prover eletricidade, estabeleceram recordes para energia solar barata. Começou com um contrato em janeiro para produzir eletricidade por US$ 64 por megawatt por hora na Índia, para um contrato que saiu por US$ 29,10 por megawatt-hora no Chile”, diz o relatório.

Esse momento tem sido descrito como “crucial para indústria de energia“. Ainda segundo o relatório, o desenvolvimento de energia solar barata pode vir em boa hora: o pico de energia fóssil pode ser alcançado na próxima década. Ou seja, é hora de providenciar outras fontes de eletricidade.

Um dos motivos para o “boom” da energia solar são os mercados emergentes. A China é o maior exemplo: o país investiu US$ 103 bilhões em energia solar em 2015, bem mais do que Estados Unidos (US$ 44 bilhões), Reino Unido (US$22 bilhões) e Japão (US$ 36 bilhões). O Brasil também tem tirado vantagem do clima tropical para ampliar a distribuição de energia solar no país. Em dezembro de 2016, foi inaugurada a maior fábrica de energia solar do país, uma planta da Canadian Solar, em Sorocaba, São Paulo.

Outros projetos de energia solar

Um dos pontos desse relatório foi como novos modelos de negócio estão criando um novo tipo de empreendedor, que se dedica a modificar a indústria da eletricidade através da criatividade. O que antes só podia ser feito em larga escala e era caro tornou-se acessível.

É difícil falar sobre energia solar e empreendedorismo sem citar Elon Musk. O CEO da Tesla apresentou em outubro de 2016 um teto solar feito de células solares que são “um maneira mais atrativa” de introduzir a energia solar em casa. O grande destaque da inovação é que, ao invés de instalar um teto novo e depois os módulos solares, o teto é integrado com energia solar.

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Outro produto de destaque da Tesla é a Powerwall. Essa bateria caseira pode prover energia para um lar de dois quartos por um dia inteiro. Apesar do preço não ser tão amistoso à primeira vista — uma Powerwall sai por US$ 5,500 –, esse tipo de inovação alimenta a corrida pelo mercado da energia caseira.

Uma matéria da Wired sobre os novos negócios da Tesla cita o Brasil como mercado em potencial para a energia solar. Por aqui, uma empresa que tem aquecido e popularizado esse mercado é a Renova Green,  curitibana que vende energia solar por assinatura. Por R$19,90 ao mês, é possível instalar painéis em casa.

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