Como Chicago está se transformando na capital das fazendas verticais
Chicago
Foto: Istock/Getty Images
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Como Chicago está se transformando na capital das fazendas verticais

Kaluan Bernardo em 28 de dezembro de 2016

Fazendas verticais são plantações feitas em ambientes fechados, com vários andares, e que controlam umidade, temperatura, iluminação (natural ou artificial) e outras variáveis que ajudam no crescimento das plantas.

Entre as vantagens desse tipo de modelo está o fato de poder se feito dentro das cidades, evitando custos e emissão de gás carbônico pelo transporte dos alimentos. Além disso, toda a plantação é controlada, evitando pestes, e chuvas torrenciais que podem acabar com a plantação.

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Por outro lado, as desvantagens das fazendas verticais e urbanas incluem o alto custo de manutenção, grande demanda por energia elétrica e o receio de pessoas que rejeitam alimentos produzidos em um ambiente que parece laboratório.

Porém, estudos indicam que até 2022 o mercado de fazendas verticais deverá movimentar aproximadamente R$ 6,8 bilhões. E a cidade de Chicago parece estar na vanguarda desse movimento.

Por que Chicago é polo de fazendas verticais

Chicago, que já foi conhecido pelo seu jazz, boêmia, e literatura, poderá ficar conhecido por se a capital das fazendas urbanas. Nos últimos anos, a cidade tem atraído uma série de ambiciosas e ousadas empresas que têm investido no setor de fazendas verticais.

De acordo com um mapeamento feito por um projeto chamado Chicago Urban Agriculture Mapping Project há mais de 820 iniciativas relacionadas a fazendas urbanas na cidade estadunidense. As plantações vão desde pequenas hortas em comunidade e nas escolas até grandes projetos em telhados ou ainda em fazendas verticais.

FarmedHere fazendas verticais

FarmedHere Foto: Reprodução/Facebook

Uma das principais empresas do tipo é a FarmedHere, que tem quase 8 mil metros quadrados de plantações. Em entrevista ao site da revista Fast Company, Nate Laurell, CEO da empresa, diz que Chicago tem mais de 75% da população vivendo em áreas urbanas e que podem se beneficiar desse tipo de plantações. Por isso, investiu mais de US$ 13 milhões no negócio.

Uma das principais representantes é a UrbanTill, que desde 2013 já levantou US$ 3,1 milhões em investimentos. Ambas as fazendas verticais trabalham com técnicas semelhantes de hidroponia, substituindo a terra por água. No entanto, têm uma diferença fundamental: enquanto a FarmedHere vende para supermercados, a UrbanTill comercializa para restaurantes locais.

Independente do modelo escolhido, os empreendedores defendem que a recepção das pessoas de Chicago a fazendas verticais é alto. “Há uma demanda maior por comida local, alimentos produzidos perto das cidades. As pessoas querem saber de onde veio sua comida e cortar meios de transporte para conseguirem os alimentos mais frescos”, comenta Nate Laurell.

Estufas batalham por espaço

Outras concorrentes das fazendas verticais, que trabalham com luz artificial, são as estufas. Essas contam com paredes e tetos transparentes, captando luz solar. É o caso da Gotham Greens, também em Chicago, com quase 6,9 mil metros quadrados e mais de US$ 30 milhões em investimentos.

Não há um consenso se estufas funcionam melhor do que fazendas verticais e suas luzes artificiais. Mas, de acordo com Jenn Frymark, que cuida da Gotham Greens, a luz natural permite que as plantas cresçam mais saudáveis e com menos radiações. Pode ser um caminho.

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