Por que a China está mudando do carvão para a energia solar
energia solar x carvão
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Como a China está, aos poucos, mudando a energia do carvão pela solar

Kaluan Bernardo em 6 de julho de 2016

Por muito tempo a economia da China se desenvolveu dependendo da energia do carvão. A fonte de energia fóssil, conhecida pelos seus baixos preços, é também uma das mais poluentes e ajudou a colocar o país asiático como o maior emissor de gases de efeito estufa do planeta. No entanto, o cenário começa a mudar ao passo em que a nação investe mais em energia solar e eólica.

Só em 2015 a China adicionou mais de 15 gigawatts (GW) de energia solar, acumulando capacidade de geração de 43,2 GW. Com isso, o país se tornou a maior fonte de energia solar, ficando na frente da Alemanha (38,4 GW) e Estados Unidos (27,9 GW).

E a medida não parece ser uma exceção, mas sim uma tendência. O plano do país é, até 2020, mais que triplicar sua capacidade de energia solar, adicionando entre 15 GW e 20 GW todos os anos. Até lá eles querem ter mais capacidade de geração de 140 GW. Para contextualizar: em 2015 o mundo inteiro tinha potência de 200 GW em energia solar. Até o final de 2016 o planeta pretende chegar a 321 GW.

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Desde 2012, a energia solar cresceu mais de 600% no país. Os incentivos do governo para a produção renovável fazem parte de seu compromisso assumido em 2015 durante o Acordo de Paris, no qual representantes de 175 nações se comprometeram a unir esforços para evitar que a temperatura média do planeta não suba mais do que 2º C nos próximos anos.

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Energia solar cresce e carvão cai, mas a passos lentos

Apesar do crescimento, a energia solar ainda representa apenas 3% da energia produzida na China. O país ainda é, sozinho, responsável por metade da produção e consumo de energia proveniente do carvão no mundo.

A boa notícia é que o quadro está mudando. Em maio de 2016 a produção de energia de carvão caiu 15,5% em comparação ao mesmo mês de 2015. Ao longo do ano passado, a produção chegou a cair 8,7% no total.

Recentemente, o Administração Nacional de Energia chinesa anunciou que irá cancelar a construção de mais de 200 geradoras de energia de carvão. Isso significa que deixará de produzir 105 GW de energia dessa fonte.

Isso não significa, no entanto, que a China está parando de construir usinas de energia de carvão. Só quer dizer que ela está tirando o pé do acelerador. Em vez de termos um carro andando 200 km/h, ele está a 180 km/h. De acordo com o jornal The New York Times, ainda em 2030, a China deverá bater seu recorde em emissão de gases carbônicos.

Além disso, ainda há uma série de usinas de carvão que já estão em construção e deverão somar 190 GW de capacidade no país. Parte da mudança no país é resposta à crise econômica que eles enfrentam agora. O consumo de energia no país chegou a cair e algumas das usinas de carvão chegaram a operar apenas durante 50% do tempo.

A solução ainda está em conseguir reduzir o custo da energia solar para que ela possa competir com o carvão ainda em 2025. Para isso, é necessário tanto que o governo dê subsídios quanto a tecnologia evolua e consiga converter mais eficientemente os raios solares em energia elétrica.

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