Como os robôs podem mudar a agricultura e as fazendas
robôs na agricultura
Foto: Istock/Getty Images
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Como os robôs podem mudar a agricultura

Kaluan Bernardo em 11 de novembro de 2016

Os dias de pessoas no campo trabalhando arduamente sob o sol, com uma enxada na mão, para cultivar alimentos, podem estar chegando ao fim. Os robôs estão indo ao campo e, em breve, poderão dominá-lo.

O Japão já tem uma fazenda controlada apenas por robôs. E empresas como a FarmBot apostam em sistemas abertos para permitir que a tecnologia chegue mais rápido ao campo. Outros robôs, como o Agrobot, fazem trabalhos complexos e cansativos, como a colheita de morangos.

Os preços são dos mais variados também. O FarmBot que está em pré-venda sai por US$ 3 mil e ajuda a plantar, colher e regar pequenas áreas. Já o Agrobot trabalha com regiões e volumes maiores e, por isso, custa a partir de $ 100 mil (por enquanto apenas versões para testes estão à venda).

Por que os robôs vão tomar o campo

O valor do Agrobot pode parecer salgado, principalmente em países com grande expressão agrícola, onde trabalhadores rurais costumam ser mais baratos. No entanto, em lugares como o Japão, onde a maioria das fazendas são pequenas e familiares e que boa parte da população está velha, os valores dos trabalhadores no campo são mais altos. Consequentemente, o robô oferece melhor relação no custo-benefício. Outros países, como a Inglaterra após o Brexit, passam pela mesma situação.

O custo-benefício de robôs fazendeiros também se revela interessante em países com muitas regulações para trabalhadores do campo, como é no caso de muitos países da Europa.

Lá, muitas legislações restringem o quanto os trabalhadores podem ser expostos a pesticidas. Robôs, por sua vez, podem trabalhar sem parar e sem se preocuparem com questões de saúde. Além disso, o ganho de eficiência que eles promovem reduz a necessidade do uso de agrotóxicos, dando mais espaço para alimentos orgânicos.

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Há ainda os casos em que o trabalho humano é complexo e lento demais, como no caso da poda de uvas em uma vinícola. “Para ser realmente ágil nesse campo de forma que se torne comercialmente relevante é preciso treinamento e esses trabalhadores são muito bem pagos”, comenta Sara Olson, pesquisadora de agricultura, ao site da revista FastCompany.

Há ainda outros fatores que entram na equação. Você treinar um funcionário é um investimento com prazo de validade, uma vez que eles poderão ficar doentes ou ter que se aposentar, enquanto um robô poderá durar muito mais tempo e trabalhar ininterruptamente sob sol e chuva, de forma controlada e programada.

“Pequenas melhorias em eficiência podem ter uma margem de efeito muito grande para o fazendeiro, comenta Sara. “Economizar 1% em uma área de 100 acres pode não ser tão impressionante, mas economizar 1% em 25 mil acres é suficiente para fazer o investimento na tecnologia valer a pena”, comenta.

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