Qual será o impacto da impressora 3D de comida na alimentação?
foodini_impressora 3d de comida
Foto: Divulgação Natural Machines
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Qual será o impacto da impressora 3D de comida na alimentação

Pedro Katchborian em 23 de agosto de 2016

Tão normal quanto um micro-ondas. É assim que Lynette Kucsma, co-fundadora da Natural Machines, empresa que desenvolve a Foodini, uma impressora 3D de comida, define o impacto do seu produto nos próximos anos. Embora ela tenha virado notícia há alguns anos, somente agora, em 2016, é que a Foodini deve chegar ao mercado. O mesmo ocorre com a sua concorrente, a Bocusini.

O principal destaque das duas é a facilidade de manuseio. O vídeo de apresentação da Foodini, por exemplo, mostra que apesar de ser uma tecnologia de última geração, a usabilidade do produto parece não ser tão difícil quanto uma impressora 3D convencional. Por vezes, o uso parece tão fácil — e tão divertido — quanto a nostálgica máquina de fazer chiclete da Eliana. Assista ao vídeo:

Comparações à parte, a grande vantagem da impressora 3D de comida para a convencional é uso pelo público geral. Por mais interessante que seja, a impressora 3D de materiais, o uso dela, até então, é mais limitado, ao contrário da máquina de imprimir comida, que, como citado, pode ter a mesma frequência de uso de um micro-ondas no futuro.

Mas como funciona a impressora 3D de comida?

A ideia da Foodini é “colocar as pessoas de volta em suas cozinhas e longe de comidas processadas, dando a elas uma maneira de fazer comidas saudáveis do zero de um jeito fácil“. Antes, vale dizer que a impressora 3D de comida não automatiza todo o processo de cozinhar. Com a Foodini, por exemplo, o usuário coloca cápsulas de comida e pode escolher o design da refeição, mas ela não cozinha o alimento, de fato.

Raviolli preparado pela Foodini ao lado de abóbora

Ravioli preparado pela Foodini. Foto: Divulgação Natural Machines

No site da Natural Machines, o exemplo dado é o ravioli. “Quando você faz o seu próprio ravioli? Simplesmente deixa o Foodini fazer por você. O Foodini pode imprimir raviolis para você e cria uma camada de massa, outra de recheio e cobre com massa de novo, montando o ravioli. O mesmo que você faria com as mãos, só que o Foodini automatiza o processo”, explica. Ou seja, caberia ao usuário cozinhar o ravioli depois de impresso.

O grande destaque da Foodini é que, além de vender as cápsulas com alimentos prontos para fazer as receitas, o equipamento conta com um sistema de cápsulas abertas, em que a própria pessoa pode colocar os ingredientes para fazer a sua receita.

Por isso, vale o alerta de que a impressão 3D de comida não substituirá cozinhar ou algo do tipo. Será um elemento a mais na cozinha, como um fogão. “Nada vai substituir o toque humano”, explica Lynette Kucsma ao site 3D Printing Industry.

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Atualmente, a Foodini já está disponível para alguns restaurantes, mas ainda não foi lançada para os consumidores finais. Segundo entrevista da Lynette, a ideia é que o produto seja lançado no final de 2016 ou no começo de 2017, com o preço sugerido de US$ 2.000 (R$ 6.449)

Já a Bocusini foi financiada pelo Kickstarter, arrecadando €40.000. Segundo a campanha do produto, a intenção é que ela seja usada por chefs e confeiteiros criativos, embora também seja indicado para famílias que querem ser criativas. A Bocusini irá vender seringas com produtos que são baseadas em alimentos naturais.

A Bocusini já está em pré-venda e a previsão de entrega é em setembro de 2016, sendo que o preço é de €2.957,15 (R$ 10.800).

Abaixo você pode ver como funciona a Bocusini:

Como vai afetar nossas vidas?

Lucy Ingham, do Factor Tech, diz que as impressoras 3D de comida podem acelerar as mudanças nas tendências de comida. “É fácil imaginar alguém postando os detalhes de uma receita no Reddit ou um equivalente contemporâneo e várias pessoas replicando ao redor do mundo pouco tempo depois”, explica. Para ela, as tendências em comida têm sido aceleradas pela internet, o que vai aumentar mais ainda quando as impressoras 3D de comida se tornarem mais populares.

Mais importante ainda, a impressão 3D de comida pode diminuir os custos de produção de alimentos, sendo uma possível aliada ao combate a fome. Em relação aos restaurantes, ela acha que a a popularização da impressora 3D de comida pode ser uma preocupação para a indústria dos restaurantes. “Infelizmente, muitos restaurantes podem fechar como uma consequência da impressão 3D”, afirma.

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