Mictório sem água, Waterless também é produzido no Brasil
mictorio sem agua (1)
Foto: Istock/Getty Images
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Mictório sem água, Waterless passa a ser produzido no Brasil

Aretha Yarak em 24 de outubro de 2017

Você já parou para calcular quantos litros de água desperdiça todos os dias pelo vaso sanitário? Estima-se que, em média, um mictório em área comercial consuma cerca de 320 mil litros de água por ano, considerando que ele seja usado por 100 pessoas todos os dias. Mas isso pode estar perto de acabar. Já bastante usado nos Estados Unidos, o mictório sem água (ou seco) passou a ser produzido pela empresa Waterless também aqui no Brasil. Para escoar a urina e evitar o mau cheiro, o produto usa um gel biodegradável que não agride o meio ambiente.

Em operação desde 1991 nos Estados Unidos, a Waterless tem a proposta de ser uma alternativa ecologicamente correta aos mictórios tradicionais, só que com um bom custo-benefício. Sua meta é pulverizar a presença da marca e implementar as peças em banheiros masculinos com alta rotatividade: hotéis, restaurantes, escolas, bares, universidades e prédios comerciais e públicos.

Como funciona o mictório sem água

Antes de mais nada, é preciso entender como a versão tradicional do aparato funciona. A cada descarga, estima-se que de dois a três litros de água sejam usados para levar a urina da superfície para o esgoto. A Waterless afirma que a função de toda a água usada nesses casos é apenas de transporte: ela é encarregada de empurrar os dejetos pelo sifão e encanamento até o despejo final na rede pública. Nada dessa água seria usado, por exemplo, para higienizar ou limpar o local.

Além disso, eles salientam algumas desvantagem dos vasos atuais: causam respingos na roupa, são de difícil manutenção e as peças para troca (borrachas e válvulas) são caras. Com o mictório sem água, no entanto, o fluxo é bem diferente. A urina entra direto pelo reservatório EcoTrap, no qual está armazenado o gel flutuante (BlueSeal). Como é mais leve do que a urina, esse gel a carrega até o esgoto, enquanto o fluído forma uma barreira físico-química, que impede o retorno do mau cheiro. Isso acabaria, portanto, com o odor de amônia que começa a surgir depois do uso repetido do vaso.

Waterless: Peças ecologicamente corretas

Entre os benefícios do produto está ainda sua tecnologia toda pensada para minimizar agressões ao meio ambiente. Caso do gel BlueSeal, desenvolvido para substituir o papel da água no transporte da urina. Ele é biodegradável e produzido a partir de óleos minerais, álcoois e corantes não-prejudiciais à saúde, além de possuir um cheiro próprio bem agradável.

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O sistema criado pela Waterless elimina também um efeito colateral bastante comum (e desagradável) nos mictórios tradicionais: o respingo de água nas roupas. Isso é possível porque não existe mais a descarga com água escorrendo e pingando, apenas o escoamento da urina pelo EcoTrap.

Além disso, a versão seca exige menos trabalho e gastos com manutenção, o que aumenta ainda mais as vantagens financeiras da sua implementação. Como tem menos partes trocáveis, a única peça que exige troca constante é EcoTrap. Em média, ela precisa ser renovada a cada 1.500 descargas — ou cerca de duas a três vezes ao ano. Em alguns modelos, no entanto, não é preciso nem trocar a peça, basta colocar um refil do óleo utilizado para escorrer a urina.

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