Startup oferece energia solar a populações sem eletricidade
powerhive
Instalação da Powerhive na África. Foto: Divulgação
Sustentabilidade > Negócios

Powerhive, a startup que está levando energia solar à África rural

Kaluan Bernardo em 27 de abril de 2016

Há mais de 1,3 bilhão de pessoas no mundo sem acesso à energia elétrica. Para muitas delas, a solução não virá de usinas monumentais ou de reservas fósseis. Virá de pequenas e sustentáveis redes de eletricidade. Como é o caso da energia solar.

A Powerhive, uma startup norte-americana criada em 2011, trabalha com essa premissa. Eles desenvolvem pequenas redes de placas fotovoltaicas, conhecidas como microgrids, para oferecer energia solar a regiões rurais da África que não têm eletricidade.

Entre 2012 e 2014 eles rodaram um piloto na Quênia, oferecendo energia solar para 1.500 pessoas. O objetivo deles agora é chegar a 200 mil casas. Para isso, já conseguiram US$ 31 milhões em investimentos e tem um time de conselheiros que conta até com Leonardo DiCaprio, conhecido por sua militância pela sustentabilidade.

A Quênia foi escolhida pensando justamente nas dificuldades de se conseguir energia. Em algumas áreas rurais, as pessoas chegam a queimar querosene para ter minutos de energia. E compram pilhas e baterias para passar algumas semanas com o rádio. Andam quilômetros só para recarregar o celular.

“Elas pagam US$ 6 a US$ 7 por semana por querosene, velas, bateria e recargas de celular”, Chris Hornor, CEO da startup, à FastCompany. “Nós conseguimos oferecer energia 24 horas por dia, sete dias por semana, como a que você tem em casa, pela mesma quantia ou até por menos dinheiro”, garante.

O sistema também funciona em locais onde as pessoas tem acesso à energia, mas não têm oferta suficiente. Em algumas regiões das Filipinas, por exemplo, os cidadãos só conseguem de duas a três horas de eletricidade por dia. A Powerhive tenta oferecer energia complementar nesses lugares.

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Na visão dos criadores, mais do que simplesmente oferecer acesso a eletricidade, as microgrids de energia solar podem ajudar a economia local a rodar melhor. “Estamos focados em trazer impacto real para a vida das pessoas. É por isso que oferecemos capacidade suficiente para casas, negócios, clínicas de saúde e escolas para serem produtivas a qualquer momento e por quanto elas precisarem em qualquer dia”, garante a empresa em seu site.

Veja um pouco mais sobre a empresa no vídeo abaixo:

Como funciona a entrega de energia solar

A Powerhive se junta a investidores locais, dispostos a fazer pequenas redes para diversas casas em áreas rurais. Segundo eles, o modelo é mais barato que colocar placas individuais em cada residência. “Se tem um sistema compartilhado que é maior, você consegue entregar mais opções para cada cliente individualmente”, diz Hornor.

A energia é vendida em pacotes pré-pagos – algo parecido com o que temos de internet móvel no Brasil. O cliente compra, pelo celular, uma determinada quantidade de eletricidade para consumir. Quando sua cota estiver acabando, ele recebe um SMS avisando.

A empresa tem seu próprio sistema de monitoramento de energia, que permite saber quando o sistema poderia chegar a uma possível sobrecarga ou quando há qualquer problema que precisa ser consertado.

E aí? O que você acha a da ideia de pequenas redes de energia solar? Acredita que será o futuro da eletricidade? Comente.

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