Enernet: as startups de energia são as novas startups de internet?
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As startups de energia são as novas startups de internet?

Kaluan Bernardo em 31 de janeiro de 2017

O mercado de energia é tão promissor e empolgante quanto era o de internet há alguns anos. É o que defende Brian Lakamp, CEO da Totem, uma startup de energia, em artigo do site TechCrunch. “Há uma enorme oportunidade econômica à frente. Quão grande? Imagine estar em 1992 sabendo que Google, Akamai, Netflix, Facebook, Amazon, eBay, Buzzfeed e Uber viriam à frente”, diz.

Esse ecossistema de startups inovadoras no setor de energia tem nome: enernet. Segundo Lakamp, é esse setor, e não mais a internet, que irá mudar radicalmente nossas vidas. “A história é a mesma, embora os personagens tenham mudado”, declara.

Embora países como os Estados Unidos ainda estejam dominados por distribuidoras centralizadas, pequenas empresas começam a surgir e alimentar o mercado local ao passo em que crescem, criam competição e mudam o mercado. Tal como eram as startups de internet nos anos 1990.

Quais são as startups de energia liderando as mudanças

Eis alguns dos principais atores desse cenário: Solarcity, de Elon Musk; Sunrun, de Lynn Jurich; SunEdison, de Jigar Shah. Todos eles oferecem software e hardware avançados para substituir a dependência de energia fóssil poluente por energia renovável limpa.

Lakamp compara, por exemplo, Jigar Shah a Marc Andreesen, criador do Netscape e do Mosaic, primeiros navegadores da história. Shah, por sua vez, está há mais de uma década testando e propondo modelos para transformar a energia solar em algo escalável e viável financeiramente.

Mais ainda: olhe pra Elon Musk. Há poucos meses ele criou um novo painel solar mais barato e atraente do que existia até então. Sua empresa de carros elétricos, a Tesla, promete ser a primeira gigante da enernet. E ainda tem anos pela frente.

Mas para além dos holofotes há uma longa lista de inovadores surgindo, com nanoredes, microredes, usinas de poder virtual. Todas elas estão criando novas formas e materiais de entregar energia elétrica nos mais diferentes países.

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No coração dessas inovações, diz Lakamp, estão as cidades inteligentes e o conceito de “Internet das Coisas”, além de postos de recarga de carros elétricos e veículos autônomos. “Essas tecnologias trarão algumas mudanças dramáticas e nos farão repensar nossas cidades, serviços municipais e setores como transporte, seguro e serviços financeiros”, escreve.

O empreendedor dispensa ainda as críticas que dizem que esse processo irá custar muito tempo e dinheiro. “São absolutamente idiotas”, defende, novamente, comparando com a internet — afinal, ninguém dispensou a transformação digital porque ela custaria tempo e dinheiro.

Além disso, ele não vê as startups matando as grandes distribuidoras. Na verdade, a transição só pode acontecer com a participação e parceria dessas empresas junto às startups.

Já as fornecedoras de energia fóssil terão que se adaptar ou no longo prazo enfrentarão desafios grandes demais em relação às startups. Será necessário fazer aquisições e investimentos inteligentes para sobreviver.

“Como disse, já vimos esse filme. Vamos parar de nos surpreender e começar a agir”, conclui, dizendo que gostaria de ver os Estados Unidos, onde vive e tem empresa,  se tornar líder na enernet — mercado que poderá criar uma economia mais saudável e robusta.

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