5 inovações que podem ajudar no combate contra as mudanças climáticas
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5 inovações que podem ajudar no combate contra as mudanças climáticas

Kaluan Bernardo em 30 de janeiro de 2017

O ano de 2016 foi marcante para a discussão sobre as mudanças climáticas. No mesmo ano em que o Acordo de Paris foi assinado na COP 21, os Estados Unidos, uma das nações mais importantes do tratado, elegeu um presidente que considera o tema apenas um boato inventado por chineses. Para não depender apenas de esforços políticos, muitos têm procurado por inovações.

É o caso de Bill Gates, que defende que, mais do que um corte nas emissões de gases poluentes, nós precisamos de uma reviravolta energética. Por isso, ele se juntou a outros bilionários para lançar um fundo de investimento em soluções tecnológicas que ajudem no combate contra o aquecimento global. Alex Gray, jornalista do Fórum Econômico Mundial, escreveu um texto sugerindo cinco tendências tecnológicas nas quais é necessário investir para reverter o quadro.

As tecnologias que podem frear as mudanças climáticas

1- Geração de energia

Além da geração de energia por fontes renováveis como marítima, solar e eólica, alguns ainda acreditam que poderemos chegar a uma forma de criar uma energia nuclear completamente segura e com um bom custo-benefício. Uma saída, acreditam os entusiastas, é a fusão.

A empresa canadense General Fusion quer ser a primeira a criar uma usina comercialmente viável de energia de fusão nuclear que seja completamente segura. “A fusão produz nenhuma emissão de gás de efeito estufa, ela emite apenas hélio quando exausta. Também requer menos terreno que outras energias renováveis”, diz a empresa. “E energia de fusão é naturalmente segura, sem possibilidade de um cenário de derretimento e sem descarte de longa vida. Além disso, ainda há combustível de fusão para alimentar a usina por centenas de milhões de anos”, garante.

Enquanto isso, vale ficar de olho na energia solar, que também não é poluente e se mostra como alternativa mais barata ano após ano.

2- Transporte

O transporte representa 23% das emissões de CO². E a demanda por ele apenas deverá crescer nos próximos anos. Empresas como Tesla prometem mudar o cenário com carros elétricos, mas ainda há um enorme desafio para sair da teoria e passar a produzir em larga escala para o mundo todo. Precisaremos de baterias muito mais eficientes e que não dependem de materiais coletados de forma irregular, como é o caso do cobalto usado nas baterias de lítio.

Pesquisadores da Surrey University dizem que fizeram uma importante descoberta nesse sentido. Eles afirmam terem encontrado um material para a construção de um supercapacitador que pode ser entre mil e 10 mil vezes mais poderoso do que o das baterias de hoje. “Acredita-se que essa nova tecnologia tenha o potencial para fazer carros elétricos viajarem por distâncias semelhantes aos carros com petróleo parando para recarregar apenas a cada seis ou oito horas”, diz a universidade.

3- Alimentação

Em três décadas a a produção agrícola e pecuária deverá ser responsável por metade das emissões de gases de efeito estufa. Ao passo em que o mundo fica mais populoso, a questão se torna mais urgente. “Não há como produzir carne para 9 milhões de pessoas”, escreveu Bill Gates em seu blog.

E é nesse cenário que muitos apostam em carne criada em laboratório, capaz de substituir o gosto, textura e cheiro de uma carne real. É quase igual, mas dispensa a criação de animais. Há algumas startups, como a Beyond Meat, apoiada pelo próprio Gates, trabalhando por isso. Mas elas enfrentam uma série de desafios tecnológicos e regulatórios.

4 – Manufatura

A fabricação de coisas que usamos todos os dias é responsável, de diferentes maneiras, pelas emissões de gases poluentes. Mas também há diversas inovações que podem mudar o cenário. Uma delas está sendo desenvolvida pela Carbon Engineering, uma startup canadense que pretende capturar o dióxido de carbono da atmosfera e transformá-lo em combustível.

De acordo com a empresa, a técnica seria capaz de purificar mais o ar do que árvores e plantas. Ela já está rodando uma demonstração na Colúmbia Britânica, um estado canadense.

5- Cidades e construções

O uso de energia para luz, aquecimento, resfriamento nas ruas, escolas ou hospitais chega a ser responsável por 20% das emissões de gases de efeito estufa. Parte da solução do problema está na criação de cidades inteligentes. E é isso o que a Sidewal Labs (controlada pela Alphabet, holding dona da Google) está fazendo em Nova York (EUA) ao utilizar uma gestão mais inteligente de energia para reduzir o desperdício.

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