Fora dos estereótipos: saiba quem é o ciclista brasileiro
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Fora dos estereótipos: quem é o ciclista brasileiro

Kaluan Bernardo em 9 de outubro de 2016

Bicicleta não é veículo de passeio e é usada principalmente para ir ao trabalho. Também não é uma escolha dos mais ricos: a maioria dos ciclistas ganha até dois salários mínimos. E é usada para percorrer grandes trechos, sim, Você sabia que a maioria das viagens de bicicleta levam de dez a 30 minutos? Por fim, a bike não é usada de vez em quando: 33% dos ciclistas a usam todos os dias.

Esses são alguns dos dados oferecidos pela ONG Transporte Ativo, que traçou o perfil do ciclista brasileiro. Para elaborar o relatório foram entrevistados 5.012 ciclistas de dez cidades de diferentes regiões brasileiras: Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Niterói, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

As entrevistas foram feitas por 100 pesquisadores durante os meses de julho e agosto de 2015. É a primeira pesquisa brasileira sobre o perfil dos ciclistas urbanos que tem uma abrangência nacional.

Por um debate amplo sobre as bicicletas

Em muitas das disputas municipais que aconteceram em 2016 no Brasil, a mobilidade urbana foi centro do debate, levantando questões sobre bicicletas e ciclovias.

Pesquisas e dados, como os levantados pela Transporte Ativo, podem ajudar na transparência de um debate sobre políticas públicas relacionadas aos ciclistas. “Temos o fornecimento de subsídios para que gestores públicos, urbanistas e outros atores envolvidos formulem uma agenda mais precisa e robusta de políticas públicas e ações de promoção do transporte cicloviário”, diz o relatório. Mais de 50% dos entrevistados disse que pedalaria mais se tivessem mais infraestrutura.

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A publicação ainda destaca que há “uma revolução acontecendo nas cidades brasileiras tendo como protagonistas os ciclistas urbanos”. A publicação defende que, apesar dos avanços alcançados, as políticas em relação às bicicletas passam longe do ideal. Eles concluem:

O padrão de desenvolvimento urbano hegemônico ainda traz o carro particular como protagonista e relega ciclistas e pedestres ao segundo plano. Esta situação tem levado nossas cidades ao colapso e revela a urgência de uma inflexão no modelo de desenvolvimento urbano brasileiro.

Conheça qual o perfil do ciclista brasileiro:

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