Terapia de ativação comportamental é alternativa para depressão
ativação cognitiva
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Fazer o que você ama pode ser uma saída da depressão

Kaluan Bernardo em 28 de fevereiro de 2017

Mais de 300 milhões de pessoas são afetadas pela depressão no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, já é a doença mais incapacitante do mundo. Há diversas abordagens e tratamentos para a doença. Uma das mais conhecidas é a chamada terapia cognitiva comportamental, mas novas evidências sugerem que uma alternativa, chamada de terapia de ativação comportamental, possa ser tão efetiva quanto.

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A revista Scientific American descreve a terapia cognitiva comportamental como uma abordagem de “dentro para fora” que foca em encontrar, reconhecer e reenquadrar padrões. Já a terapia de ativação comportamental seria uma abordagem “de fora para dentro”, focando em mudar primeiro as ações e depois os pensamentos. “A ideia é que o que você faz e como você faz estão conectados”, explica David Richards, pesquisador de serviços de Saúde na University of Exeter (Inglaterra) à publicação.

A terapia de ativação comportamental parte do pressuposto de que o melhor a se fazer com o paciente é encontrar algo que ele ama e reforçar esse comportamento. O conceito existe há bastante tempo e já era usado dentro da terapia cognitiva comportamental, mas agora ela está sendo estudada isolada e em larga escala mais frequentemente.

Como funciona a terapia de ativação comportamental

As emoções são respostas do cérebro para situações da vida. Alegria, por exemplo, pode ser uma recompensa por fazer atividades que melhoram nossa rotina; enquanto ansiedade pode nos ajudar evitar situações perigosas que ameaçam nossa sobrevivência.

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No entanto, quando alguém tem problemas crônicos de depressão e ansiedade, ela entra num ciclo que a impede de continuar engajada em atividades que estimulam as boas recompensas em seu cérebro. É aí que entra a terapia de ativação comportamental tentando quebrar esse ciclo.

Como explica o site The Conversation, ela normalmente consiste no terapeuta ajudando o paciente a monitorar as atividades que lhe dão prazer; perceber a relação entre elas e seu humor; se programar para ter mais habilidades que melhoram o humor; equilibrar atividades que dão prazer e que ajudam a pessoa alcançar seus objetivos sérios; a cumprir tudo o que se propõe; e passe a se recompensar pelo que consegue fazer.

Como a terapia de ativação pode mudar a psicologia

Em 2016, a equipe do Dr. Richards lançou um grande estudo que envolveu 18 pesquisadores trabalhando em três centros de saúde mental no Reino Unido. A ideia era comparar os efeitos das duas abordagens. Para isso, acompanharam 440 pessoas com depressão por 16 semanas. Na sequência analisaram os resultados na vida deles em seis, 12 e 18 meses após os tratamentos. Ambas as abordagens se mostraram igualmente efetivas: dois terços dos pacientes reportaram redução de 50% dos sintomas em um ano.

A ativação cognitiva pode ser um primeiro passo para os pacientes procurarem terapia e incentivá-los a procurarem atividades que dão mais prazer.  Além disso, segundo a pesquisa Richards, a terapia de ativação cognitiva requer menos tratamento para os psicólogos, o que pode torna-la mais barata e, consequentemente, mais acessível.

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