Novembro Azul: saiba como prevenir o câncer de próstata
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Foto: Istock/Getty Images
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Novembro Azul: tudo que você precisa saber sobre o câncer de próstata

Aretha Yarak em 27 de outubro de 2017

Segundo tipo mais comum entre os homens, o câncer de próstata acomete principalmente indivíduos acima dos 65 anos de idade — três quartos das ocorrências. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 61 mil novos casos são registrados todos os anos no Brasil. Como uma maneira de tentar barrar a evolução da doença, foi criada a campanha de conscientização Novembro Azul. A data entrou no calendário mundial como um mês dedicado à prevenção das doenças masculinas, com principal foco no câncer de próstata.

A mobilização é feita de maneira bastante similar ao que ocorre durante o Outubro Rosa, movimento já bastante conhecido e voltado ao câncer de mama — o tipo da doença mais comum entre as mulheres. Embora a conscientização seja extremamente importante para a prevenção e o diagnóstico precoce, alguns órgãos se mantêm críticos à campanha.

Novembro Azul e o câncer de próstata

No Brasil, o Ministérios da Saúde e o Inca não apoiam a campanha. Segundo eles, as evidências científicas existentes hoje mostram que esse rastreamento do câncer de próstata produz mais danos do que benefícios à saúde masculina.  O Inca recomenda a realização do toque retal, uma vez que ele tem um papel mais abrangente na consulta clínica — investigação diagnóstica de diversas condições, entre elas o próprio câncer de próstata.

Já o exame sanguíneo para medir o PSA (antígeno prostático específico) deveria ser indicado, de acordo com os órgãos públicos, para quem apresenta sinais e sintomas sugestivos da doença, em avaliações pós-tratamento e no monitoramento de homens que já tiveram o câncer – e não como um exame de rotina. Independente das divergências em torno da campanha Novembro Azul, a informação é sempre a melhor escolha. Confira abaixo as principais dúvidas sobre a doença.

O que é o câncer de próstata?

A doença é uma consequência da proliferação anormal das células que formam as glândulas da próstata. Ela começa, então, a crescer e pode até mesmo produzir tumores em outras partes do corpo. Na maioria dos casos, esse tumor cresce de forma muito lenta, podendo levar até 15 anos para atingir 1 cm³, sem representar uma ameaça à saúde do homem nesse período. Esse câncer é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Dois terços dos casos são diagnosticados em indivíduos acima dos 65 anos.

O que é a próstata?

Localizada bem abaixo da bexiga e à frente do reto, a próstata é uma glândula do tamanho de uma noz e em formato de maçã, que envolve a porção inicial da uretra. Sua principal função é produzir parte do sêmen, o líquido viscoso que contém os espermatozoides e que é liberado no ato sexual.

Como identificar o câncer de próstata?

Em estágio inicial, a doença geralmente não causa nenhum tipo de sintoma e tem sua evolução lenta e silenciosa. Alguns casos, no entanto, pode provocar ardência urinária, dor ao urinar, jato fraco e traços de sangue na urina. É importante frisar, no entanto, que na maioria dos casos, homens com esses sintomas têm hiperplasia da próstata, uma doença benigna que também causa o aumento no tamanho dessa glândula. Casos avançados do câncer podem provocar dor óssea, sintomas urinários, infecção generalizada e insuficiência renal.

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O diagnóstico é feito por meio de exame clínico, com avaliação de sintomas e toque retal. Quando indício da doença é realizado o exame de PSA, uma enzima presente no sangue e usada como marcador da doença. Homens com mais de 55 anos que queiram prevenir o câncer devem discutir com seu médico as implicações de realizar o toque retal e a dosagem do PSA.

Câncer de próstata é hereditário?

Menos de 10% dos casos têm algum tipo de relação com hereditariedade. A probabilidade da doença ter um fundo familiar é maior em homens que desenvolveram o câncer ainda muito jovens. Em 2016, cientistas divulgaram a descoberta de uma mutação genética ligada a uma forma hereditária do câncer de próstata. Apesar de rara, essa alteração no gene HOXB13 aumenta os riscos de 10 a 20 vezes, particularmente antes dos 55 anos de idade.

Impotência e câncer de próstata

Estima-se que metade dos homens com boa função sexual antes do tratamento não sofrerá qualquer tipo de prejuízo após as terapias. Os demais poderão apresentar impotência moderada a grave. Desses, a maioria sofre apenas uma pequena perda na função sexual, que tende a voltar ao normal em até um ano. É importante lembrar, no entanto, que a idade é fundamental. Naturalmente, o homem já apresenta comprometimento sexual a medida em que envelhece.

Vasectomia e câncer de próstata

Não existem evidências científicas que comprovem que a vasectomia cause câncer de próstata. Tudo indica que o procedimento não é um fator de risco para doença.

Como evitar o câncer de próstata?

Manter uma vida saudável, com uma alimentação balanceada com frutas, legumes, grãos e cereais integrais e menos gordura, ajuda a reduzir os riscos de câncer. Além disso, é importante realizar atividade diárias, manter um peso adequado à altura, não fumar e reduzir o consumo de álcool.

Histórico familiar da doença pode aumentar os riscos em até 10 vezes, comparado à população em geral. Em caso de sintomas indicativos da doença, procure sempre um médico para acompanhamento e possível diagnóstico precoce.

Como tratar o câncer de próstata?

A escolha do método é individual, depende do estágio da doença e da avaliação de riscos e benefícios entre médico e paciente. Em geral, quando o tumor está afetando apenas a próstata (localizado) podem ser indicadas cirurgia e radioterapia. Para os tumores mais avançados, os tratamentos recomendados são radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal.

Quando há metástase, ou seja, o tumor se espalhou para outras partes do copo, o controle é feito com hormonioterapia. A quimioterapia costuma ser realizada quando a doença desenvolve resistência à terapia hormonal.

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