Por que você precisa de um hobby, mas não deve levá-lo tão a sério
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Por que você precisa de um hobby, mas não deve levá-lo tão a sério

Pedro Katchborian em 20 de setembro de 2016

O que você faz depois do trabalho? O que te deixa são perante uma sociedade que valoriza tanto o emprego? Qual é a atividade que preenche as horas que sobram do seu dia? Se você pensou um pouco para responder às perguntas, talvez falte um hobby em sua vida. Se for o caso, é melhor procurar algo que te divirta, para o bem da sua saúde mental e física.

Há mais de séculos se debate a importância do hobby na rotina das pessoas. O Quartz apresentou um texto que discute a história e a importância dessas atividades. “Nossos hobby dizem muito sobre nós e nosso mundo: como nós escolhemos apresentar nossas vidas para outros; como é a nossa relação escorregadia com as exigências da produtividade da sociedade capitalista”, diz o autor Alex Preston. Ele completa com a seguinte definição:

Os hobbies são um canto da nossa existência sobre a qual temos a impressão de controle, uma esfera em que sentimos que podemos conseguir um tipo de domínio normalmente negado a nós em nossas vidas pessoais e profissionais.

A história do hobby

Em 1899, o cientista Theorstein Veblen escreveu sobre o conceito do tempo de lazer, afirmando que os aristocratas escolhiam passatempos economicamente improdutivos como caça, religião e arte.

Depois, com a ascensão da classe média, esse tempo de lazer improdutivo denotava um status elevado. Apesar dessa definição de 1899, a ideia de que as pessoas são moldadas pelo seu lazer vem bem antes: em 1731, o poeta Alexander Pope já afirmava que se você quer conhecer alguém de verdade é necessário achar a sua paixão dominante: como aquela pessoa gasta o tempo que é dela.

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Alex Preston afirma que é essa natureza improdutiva dos hobby que dão a impressão de que são arcaicos e nostálgicos, olhando para antigamente: é só imaginar como o ato de colecionar selos.

A importância do hobby

Para Preston, é essencial entender a seriedade dos hobbies para compreender a função deles em nossas vidas. Nós gastamos energia, tempo e dinheiro para se engajar mais com os passatempos de nossas vidas. E Alex critica quando isso ultrapassa os limites do lazer. Lembrando de seu próprio hobby — observar pássaros — o autor reflete sobre os observadores mais antigos . “Com os seus gadgets caros e orçamentos lá em cima, eles não percebem que o amadorismo é o que tornava a busca divertida, e que a obsessão pelo hobby tornar o tempo de lazer em um trabalho”, comenta.

Para Alex, o hobby deveria ser uma forma dissidente da expressão da individualidade, uma celebração em fazer coisas que não estamos obrigado a fazer. Por isso, ele usa uma passagem de Aldo Leopold para concluir o seu argumento de que não se deve procurar justificativa em ter um hobby ou vários.

Ou seja: não se deve questionar a utilidade do hobby. “Tornar-se sério é uma falha grave no hobby. É um axioma que nenhum hobby deveria precisar de uma justificativa racional. Desejar fazer o hobby é um motivo suficiente. Achar razões sobre por que é útil o coloca na categoria de um exercício feito para saúde, poder ou lucro. Levantar halteres não é um hobby. É uma confissão de subserviência”, critica.

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