Jardinagem: uma poderosa forma de terapia
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Jardinagem: uma poderosa forma de terapia

Kaluan Bernardo em 21 de abril de 2016

Mexer na terra, cortar mato, regar plantas, podar árvores. Essas e outras atividades de jardinagem podem ser uma importante forma de tratamento mental, conhecido como terapia horticultural. Se o nome parece novo, o conceito não é.

Segundo o livro “Horticulture as Therapy: Principles and Practice“, já no Egito Antigo a jardinagem era utilizada como forma de terapia. No século 18, Dr. Benjamin Rush, conhecido como pai da psiquiatria estadunidense, escrevia sobre os efeitos benéficos da jardinagem na mente.

Segundo a Associação Americana de Terapia Horticultural, hoje a jardinagem tem diversos benefícios reconhecidos. Entre eles, a possibilidade de ajudar os pacientes aprenderem novas habilidades ou recuperar alguma que já perdeu. Eles afirmam que também ajuda a melhorar a memória, desenvolve habilidades cognitivas e amplia a socialização.

A prática também pode ser utilizada para reabilitação física, para fortalecer músculos, melhorar coordenação, equilíbrio e resistência. Por fim, a terapia horticultural ainda ensina a trabalhar independentemente, resolver problemas e tomar decisões.

Isso tudo para não falar do quão agradável é ter um jardim bonito em qualquer ambiente e o quanto as plantas podem ajudar a melhorar na umidade do ar, além de capturarem gás carbônico ajudando a purificá-lo.

A jardinagem tem efeitos benéficos tanto para o corpo quanto para a mente.

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Como a jardinagem pode ajudar corpo e mente

Em 2011, pesquisadores da Universidade do Alabama, nos EUA, desenvolveram um programa conhecido como Harvest for Health (“colheita pela saúde”, em tradução livre) para entender o quanto a terapia horticultural poderia ajudar pacientes com câncer.

Foram acompanhados 12 adultos e crianças com a doença, que passaram a fazer jardinagem. Em 90% dos casos, foram observadas melhorias em agilidade, resistência e força. Os pesquisadores ainda perceberam que, com a prática, a alimentação melhorou: 40% pacientes passaram a comer pelo menos uma poção de frutas e vegetais por dia.

Pesquisa da National Garden Scheme, repercutida pelo jornal britânico Telegraph, diz que mais de 39% das pessoas que praticam jardinagem se sentem mais saudáveis, enquanto 79% acreditam que a atividade é essencial para a qualidade de vida.

Há uma outra reportagem do Telegraph que narra a história de um paciente, que estava com depressão, e com a jardinagem conseguiu melhorar em 18 meses. Ele contou com a ajuda de uma organização britânica conhecida como Thrive, que promove a terapia horticultural. No site da instituição há uma série de outros casos de pessoas com doenças como autismo e esquizofrenia que se reencontraram pela jardinagem.

Além disso, jardinagem é uma forma de praticar exercício em um ambiente verde. Pelo menos é o que indica estudo de 2005, publicado na “International of Environmental Health Research”. A pesquisa foi conduzida com 100 pessoas, divididas em cinco grupos, que corriam em esteiras e viam diferentes cenários ambientais. Embora o exercício tenha melhorado o humor, a autoestima e a pressão sanguínea de todos, os que viam ambientes naturais em perfeitas condições tiveram resultados consideravelmente melhores.

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