Saiba o que é e como fazer kombucha, o chá fermentado
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Foto: Istock/Getty Images
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O que é e como fazer kombucha

Kaluan Bernardo em 16 de dezembro de 2016

Kombucha é um chá de origem desconhecida, que alguns acreditam existir há milênios. A bebida é feita a partir da fermentação natural do chá (Camelia sinensis) com açúcar. É uma combinação de microorganismos (leveduras e bactérias), descrita como “adocicada, gasosa, ácida e aromática, com um pouco de tanino do chá, um quase nada de álcool, uma mistura de sidra, champanhe e guaraná”.

Os entusiastas do kombucha dizem que a bebida traz uma série de benefícios para o corpo, que os microorganismos ajudam no sistema gastrointestinal e que ele dá mais energia e disposição. Não por acaso, o interesse pelo alimento não para de crescer. Veja as buscas no Google durante os últimos anos.

Mas, afinal de contas, como se faz o kombucha? Ele realmente funciona? Quais os cuidados que se deve tomar?

Como produzir kombucha

A produção da kombucha começa por um scoby, nome para as iniciais de cultura simbiótica de bactéria e fermento, em inglês. Basicamente é uma grande panqueca, que funciona como “mãe” dos microorganismos que viverão no chá.

Para produzir, é necessário colocar a scoby em um pote de vidro com mais três litros de chá e deixar um pano em cima. Depois, é só esperar mais de uma semana e deixar fermentando. Na superfície surgirá uma nova scoby, que poderá ser usada no futuro. Na sequência, basta coar e beber.

O scoby você pode comprar na internet  por valor próximos aos R$ 45. Você também pode ganhar ou comprar de um amigo que consuma kombucha. Cada vez que você faz a bebida, criam-se novos scobys que você também pode passar para a frente.

Neide Rigo, colunista do jornal “Estadão”, escreve que é possível colocar frutas com cor, ervas aromáticas ou outras especiarias.

Quais são os benefícios prometidos pela kombucha

De acordo com a revista Veja, os principais microorganismos presentes na bebida são Acetobacter xylinum, Acetobacter xylinoides, Acetobacter ketogenum, Saceharomycodes ludwigii, Saccharomycodes apiculatus, Schizosaccharomyces pombe, Zygosaccharomyces, e Saccharomyces cerevisiae.

“Tais bactérias são as chamadas bactérias do bem. Se você as tem em grandes quantidades no organismo, tem uma boa imunidade”, diz o médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), à revista Veja. Segundo ele, quando fermentadas, as bactérias liberam substâncias que ajudam a saciar e, consequentemente, emagrecem.

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Mas normalmente o que é citado é um benefício geral. “A sensação de melhora do organismo como um todo é resultado de algumas regulagens no corpo, realizadas pelas substâncias presentes no chá e é o efeito mais notável e comum a meu ver”, escreve Marcus Vinicius Dutra Paiva, autor do Kombucha Blog do Brasil.

Apesar dos relatos, não há sólidas publicações científicas que atestem quaisquer efeitos positivos do kombucha. “Embora seja repleto de vitamina B, probióticos e antioxidantes, não há nenhuma pesquisa médica sobre os benefícios de saúde da bebida”, diz Rebecca Shenkman, diretora da faculdade de enfermagem Villaniva, no MacDonald Center for Obesity Prevention and Education, ao site LiveScience. “Beba porque você gosta do sabor, não porque irá melhorar suas funções vitais ou melhorar seu sistema imunológico”, completa.

Cuidados e riscos do kombucha

Se os benefícios são subjetivos, os riscos não são. Há o risco do produto mofar e produzir fungos que farão mal para o corpo. “Há relatos de toxicidade no fígado e nos rins após o consumo do chá”, diz Andréa Esquivel, colaboradora da Associação Paulista de Nutrição (Apan), à Veja.

Foto: Istock/Getty Images

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Para evitar esse tipo de risco, é necessário tomar cuidado com a assepsia do ambiente, da qualidade da água e usar vidro, não plástico. Janet Helm, nutricionista e autora do Nutrition, um blog especializado em nutrição, pensa parecido, e diz ao site WebMD que o ideal é não produzir em casa, mas procurar por uma versão comercial e pasteurizada.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), diz que adultos devem limitar seu consumo a aproximadamente 100 gramas por dia para evitar os riscos de superdosagens. Pessoas com complicações de saúde e mulheres grávidas ou amamentando precisam consultar o médico antes.

Apesar dos riscos, eles são baixos. Por isso, a recomendação geral é beber pelo gosto. “Kombucha não é uma cura total ou elixir mágico, mas tem alguns bichinhos benéficos similares ao iogurte, kefir ou outras bebidas probióticos… não beba por conta das aclamações acima de tudo, mas apenas se você gostar”, diz Janet Helm.

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