Religião e foco na respiração: 5 mitos sobre mindfulness
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Religião e foco na respiração: 5 mitos sobre mindfulness

Pedro Katchborian em 20 de julho de 2016

O mindfulness, também chamado de estado de atenção plena, é uma prática que tem se tornado cada vez mais popular. Com foco na concentração da pessoa, que costuma ser prejudicada por tantas distrações no mundo digital, a atividade costuma gerar algumas dúvidas e mitos.

Antes de tudo, vale uma definição básica da prática: o foco dessa atividade é aumentar a qualidade de vida e o autoconhecimento, uma busca por conectar a mente ao momento presente. Como explica Sonia Beira Antonio, instrutora pelo Instituto Mente Aberta, a atividade é voltada a coisas práticas. “Diferente da meditação, que trabalha com visualizações, o mindfulness é voltado a coisas práticas, como a respiração e o ‘escaneamento corporal’ (reconhecer e sentir cada membro)”.

Os mitos sobre mindfulness

1) Quem pratica o mindfulness é religioso

Por diferentes tipos de meditação estarem atrelados ao budismo e a outras religiões, acredita-se que o mindfulness é relacionado com diferentes crenças. No livro “Atenção Plena — Mindfulness: como encontrar a paz em um mundo frenético”, os autores Mark Williams e Danny Penman refutam essa ideia. “A atenção plena é apenas um método de treinamento mental. Muitas pessoas que meditam são religiosas, porém inúmeros ateus e agnósticos são meditadores costumeiros”, escrevem.

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2) Meditação mindfulness e mindfulness são a mesma coisa

Como define Cheryl Jones no Huffington Post, o estado de atenção plena pode ser praticado de duas maneiras: com a meditação e em eventos diários na vida. A meditação costuma envolver um foco na prática e pode ser feita andando, sentado ou deitado e leva, normalmente, de dez a 30 minutos.

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O chamado “mindfulness informal” é o ato de pausar e notar o que acontece ao nosso redor e pode ser feito a qualquer momento. “Notamos a respiração, pensamentos, emoções e sensações”, diz Cheryl.  “Os praticantes são instruídos a andar com atenção plena, comer com atenção plena e fazer as suas tarefas com atenção plena”, complementa Toni Bernhard, do Psychology Today.

3) É sobre ter uma mente quieta

Há esse senso comum de que é necessário limpar a mente com a meditação. Na verdade, não há a necessidade de limpar a mente e bloquear pensamentos no mindfulness. “Nós notamos o que tirou a nossa atenção daquele momento e gentilmente voltamos para a respiração”, explica Cheryl.

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4) É fácil praticar

Por poder ser praticado a qualquer momento do dia, tem-se uma ideia de que a atenção plena é fácil. Toni Bernhard quebra esse mito. “Às vezes é fácil, às vezes não“, explica. “O maior desafio pode ser lembrar de ser atento. Pode ficar mais fácil com o treino, por que você vai desenvolver um hábito”, diz.

5) Mindfulness é sobre respirar fundo

Outro mito derrubado por Cheryl é o de que o mindfulness é apenas sobre respirar fundo. “Ao em vez de se concentrar na respiração, que envolve esforço, estamos simplesmente conscientes de que o corpo está respirando. Não há uma técnica particular”, explica Cheryl. Segundo ela, não há mantra, não é necessário contar e nem mudar a respiração de uma maneira ou outra.

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