O que a ciência diz sobre mesas para trabalhar em pé
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O que a ciência diz sobre mesas para trabalhar em pé

Kaluan Bernardo em 11 de novembro de 2016

Nós passamos boa parte do dia sentados. Seja em um carro, em uma fila no consultório médico, em um ônibus ou no metrô. Para quem trabalha a situação é pior. Muitas vezes, chegamos a passar as oito horas do expediente na mesma cadeira. E isso traz uma série de malefícios para a saúde. Por isso, muitos trabalhadores e empresas passaram a apostar em mesas de trabalho, conhecidas como standing desks, feitas para trabalhar em pé.

Você pode usar uma mesa específica para isso, um balcão ou mesmo colocar um suporte embaixo de seu teclado, mouse e monitor. Há quem relate que adotar a prática ajuda muito no a dia a dia do trabalho, enquanto outros dizem que o desconforto de ficar muito tempo em pé simplesmente o impediu de fazer um bom trabalho.

Há diversos estudos sobre o tema, mas não há consenso, uma vez que os resultados de muitos deles são ambíguos. Veja o que se sabe sobre trabalhar em pé.

Os benefícios das mesas para trabalhar em pé

Um trio de pesquisadores do Canadá analisou 23 estudos sobre mesas que nos fazem ficar mais ativos, incluindo as que ficamos em pé e as que contam com esteiras para andar enquanto usamos o computador. A conclusão foi que essas mesas têm impactos positivos tanto na saúde física quanto psicológica.

Os pesquisadores perceberam que mesas do tipo reduziram o sedentarismo e melhoraram o humor das pessoas. Eles afirmam que os estudos revelaram melhorias no batimento cardíaco, no aumento do “colesterol bom” e redução do “mau colesterol”, e até perda de peso – tanto no caso das mesas com esteira quanto nas que os funcionários ficavam apenas em pé.

Um dos estudos, conduzido por sete semanas, relata que trabalhadores que usaram mesas ativas reportaram menos fatiga, tensão, confusão e depressão, e mais vigor, foco e alegria.

Há impacto também na produtividade. Pesquisadores da universidade Texas A&M notaram que os funcionários em mesas ajustáveis, que podiam trabalhar tanto de pé quanto sentados, tiveram 46% mais de produtividade em relação aos funcionários em mesas convencionais.

A pesquisa acompanhou 167 trabalhadores divididos em dois grupos: os que tinham mesas ajustáveis e os que tinham apenas convencionais. Entre os que ficavam em pé, mais de 75% afirmaram que se sentiam mais confortáveis com a nova posição.

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As controvérsias sobre as mesas para trabalhar em pé

Nem todos os resultados, no entanto, estão garantidos. Outros pesquisadores colocaram algumas conclusões em xeque. Uma importante rede de pesquisadores independentes, conhecida como Cochrane, avaliou mais de 20 estudos, que englobam 2.174 participantes, para revisar os resultados sobre as intervenções para as pessoas passarem mais tempo em pé nas empresas, incluindo as standing desks.

Foto: Istock/Getty Images

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Ao se debruçar sobre os resultados, eles perceberam que não há dados relevantes ainda. Em média, os escritórios que implantaram as mesas para ficar em pé, conseguiram reduzir entre 30 minutos e duas horas o tempo que as pessoas ficam sentadas. O resultado é bom, mas não suficiente, uma vez que o recomendado para ficar em pé é entre duas e quatro horas para jornadas de oito horas. Os estudos também apresentavam apenas resultados de curto prazo e ninguém ainda havia conseguido avaliar os efeitos no longo prazo.

Uma outra pesquisa, conduzida pela Universidade of Exeter e University College London, analisou os dados de saúde de 16 anos de 5.132 pessoas. Os participantes reportaram o tempo e em que condições ficavam sentados no dia a dia em diferentes situações. Eles não encontraram uma correlação entre o tempo sentado e o de pé, mas também ignoraram os efeitos nocivos da má postura quando sentados. A conclusão que chegam é que a atenção não deve ser voltada a apenas passar mais tempo em pé, mas também aumentar a frequência de atividades físicas.

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