Os pros e contras do trabalho flexível
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Foto: iStock/Getty Images
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Os prós e contras do trabalho flexível

Diana Assennato em 20 de abril de 2016

O trabalho flexível, no qual o empregado é dono de seu próprio tempo, é um sonho para muitos. Uma pesquisa produzida pela empresa de comunicação Unify, em 2014, diz que 43% dos trabalhadores trocariam um aumento de 10% no salário pela possibilidade de trabalharem com horário flexível. Além disso, um terço das pessoas trocaria de emprego caso recebessem uma oferta com o trabalho mais flexível que o atual.

A ideia de poder trabalhar de casa já é uma tendência em muitos lugares do mundo, especialmente em alguns tipos de indústria, como a criativa. A regra é simples: você começar o expediente quando quiser e terminar quando quiser, desde que entregue o combinado. Na Inglaterra, por exemplo, a legislação permite que funcionários que trabalham em uma empresa há mais de seis meses proponham jornadas flexíveis.

Um artigo no site Women 2.0 atenta para os riscos de uma empresa perder bons funcionários caso ela não comece a flexibilizar suas jornadas de trabalho. Isso porque há uma série de vantagens que farão os trabalhadores considerarem esse tipo de flexibilidade. Veja algumas:

 

Os pros do trabalho flexível

Uma das claras vantagens do trabalho flexível é a possibilidade de otimizar o tempo dedicando energia a outras atividades que dão prazer. Cozinhar, tomar um café com um amigo no meio da tarde ou fazer feira no meio da manhã são atividades que podem “tirar” 1 ou 2 horas de foco, mas que podem resultar em uma jornada bem mais produtiva no final do dia. Em um esquema mais tradicional, de oito horas por dia dentro de um escritório, o ritmo pode cair quando o funcionário percebe que não tem tempo para se dedicar a nada mais além de seu trabalho. Mesmo quando não está sendo produtivo, ele está preso ao espaço.

Além disso, muitas vezes quando o funcionário é dono de seu tempo, ele chega a trabalhar mais do que as oito horas por dia. Podendo fazer alguns dias de home office, ou ainda fugindo do stress de se locomover em horário de rush, sobra mais tempo para a pessoa fazer o que quiser. Quanto mais relaxado o empregado estiver, mais produtivo ele será.

Outro fator é que, no trabalho flexível, o horário biológico da pessoa pode ser respeitado. Se ela se sente mais produtiva trabalhando à noite do que de manhã, ela pode aproveitar esse tempo da melhor forma.

 

Os contras do trabalho flexível

Texto da Fast Company defende que, no trabalho flexível, alguns funcionários e chefes não conseguem largar de antigos estigmas relacionados a horários. Por exemplo: um funcionário que passou a noite trabalhando e começou sua jornada mais tarde pode ficar visto como alguém que está atrasado ou como é irresponsável – mesmo que ele tenha trabalhando tanto quanto ou mais que alguém que começou logo cedo.

Em um estudo publicado pelo Journal of Apllied Psychology, pesquisadores da Universidade de Washington pediram para os participantes fingirem que era os coordenadores de uma empresa e deveriam avaliar a performance de seus funcionários. Eles lidaram com dois tipos de empregados: um que chegava às 07h e saia às 15h; e outro que chegava às 11h e saia às 19h. Embora ambos trabalhassem oito horas por dia e tenham atingido resultados semelhantes, os que chegavam cedo foram muito mais bem avaliados.

Apesar disso, se o chefe conseguir superar o estigma, o trabalho flexível pode trazer uma série de benefícios. Você já trabalhou nesse esquema? Achou difícil? Compartilhe com a gente.

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