Por que viajar faz bem para o cérebro
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Flexibilidade cognitiva é um dos benefícios de viajar. Foto: Istock, Getty Images
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Por que viajar faz bem para o cérebro

Redação em 18 de abril de 2016

Há diversos benefícios em viajar. Você conhece novas culturas e pessoas, relaxa, quebra a rotina etc. Agora cientistas estão descobrindo que viajar tem efeitos no cérebro, nos deixando mais criativos.

Estudo recente publicado no Academy of Management Journal mostra que pessoas que viajam são mais imaginativas e inspiradas do que as que ficam em seu país. Um dos principais motivos para isso é a imersão cultural. “Pessoas que participam de uma nova cultura, com outras identidades, tornam-se mais criativas no longo prazo”, disse William Maddux, autor do estudo, ao BuzzFeed.

No geral, a criatividade está relacionada à forma como nossas sinapses se conectam. As conexões neurais são influenciadas pelo ambiente e por hábitos. Novos sons, cheiros, línguas, gostos, sensações e paisagens formam novas e diferentes sinapses, que nos levam a pensar de novas formas.

Outra pesquisa, conduzida por Adam Galinski, professor na Columbia Business School, diz que experiências no estrangeiro podem melhorar tanto a flexibilidade cognitiva quanto profundidade de pensamento.

Galinsky mostra, em outro trabalho, os efeitos de viagens na criatividade de profissionais da moda. O professor e sua equipe convidaram uma série de jornalistas e clientes para avaliar os produtos de 270 diretores criativos de empresas de moda. O resultado? Os produtos considerados mais inovadores eram dos diretores que viajavam mais ou que moravam no exterior.

Além da criatividade: outros benefícios que viagens trazem ao cérebro

Mais um estudo, publicado no Journal of Personality and Social Psychology, revelou que estudantes que viajavam tinham mais de chances de resolver problemas.

A pesquisa também indica que viajar pode deixar algumas pessoas mais humildes e abertas a novas possibilidades. Isso porque o simples fato de ver outra cultura por um período estendido nos ajuda a perceber que algo pode ter diferentes significados.

Quando viajar não é suficiente

No entanto, não adianta nada viajar e não interagir com ninguém. “O ponto é o processo de engajamento multicultural e de adaptação. Alguém que vive no exterior, mas não se envolve com a comunidade regional será menos criativo do que alguém que viaja para fora e realmente se envolve no ambiente local”, diz Galinsky ao site da revista The Atlantic.

interior de um ônibus

Viajar exercita a criatividade. Foto: Istock, Getty Images

Há outro porém: morar na China não te fará mais criativo do que morar na Europa ou nos EUA. Galinsky diz que isso provavelmente acontece porque, quando a distância cultural é muito grande, a tendência é que as pessoas se sintam intimidadas e acabem inibindo a criatividade.

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Próxima viagem?

Antes dos cientistas, artistas, escritores e pensadores já sentiam na pele os benefícios de viajar para outros países. O norte-americano Ernest Hemingway, por exemplo, teve boa parte de sua inspiração para o livro “Morte à Tarde” após viagem para Espanha. Aldous Huxley, de “Admirável Mundo Novo”, se mudou da Inglaterra para os EUA para buscar inspiração. A banda britânica Led Zeppelin, quando gravou seu terceiro disco, passou um tempo em uma casa de campo no País de Gales para se inspirar. Exemplos não faltam.

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