Cinco filmes do cinema nacional para assistir online
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Foto: Istock/Getty Images
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Cinco filmes do cinema nacional para assistir online

Livia Deodato em 28 de junho de 2016

Quem diz que não gosta de cinema nacional é porque não conhece o ótimo cardápio online que à disposição. E vai muito além das comédias de humor duvidoso. O Free the Essence selecionou cinco filmes imperdíveis para você dar play e não se arrepender: tem animação, documentários e ficção, todos premiados ou bem cotados pela crítica especializada.

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Cinco filmes do cinema nacional:

O Começo da Vida (2016) – Disponível no Netflix, Net Now, Google Play e iTunes

Especialistas afirmam que a infância é a fase mais importante da vida e, em muitos casos, relegada pelos adultos. O documentário, produzido por Maria Farinha Filmes e dirigido por Estela Renner, aborda esse período e entrevista estudiosos do mundo todo, inclusive celebridades, como Gisele Bündchen. Retrata crianças de diferentes classes sociais e mostra que, independentemente de onde quer que tenham nascido, a criatividade, vitalidade, inteligência e amorosidade são inerentes a todas elas. Basta querer prestar mais atenção. Uma inspiração e uma boa reflexão para todos nós, que nos tornamos adultos e, muitas vezes, nos esquecemos desses atributos especiais que carregamos.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014) – Disponível no Netflix

O diretor Daniel Ribeiro havia lançado um curta, “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, em 2010, que bombou na internet. Por causa da repercussão, ele resolveu estender a história e criar um longa a partir dele. “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” acompanha a rotina e o processo de independência de Leonardo, um estudante do Ensino Médio cego. Em meio às suas descobertas, ele se sente atraído pelo novo melhor amigo, Gabriel. O mérito do filme está na forma natural e delicada que o diretor escolheu para a narrativa. O Ministério da Cultura selecionou o longa para representar o Brasil na competição pelo Oscar de melhor filme estrangeiro em 2015, mas ele acabou não sendo escolhido entre os finalistas do prêmio.

O Menino e o Mundo (2013) – Disponível no Netflix

A animação criada por Alê Abreu foi mais longe do que ele e toda equipe imaginavam. “O Menino e o Mundo” participou de 150 festivais e levou 36 prêmios em todo o mundo. Além disso, ficou mundialmente conhecido ao concorrer pelo troféu de melhor filme de animação no Oscar deste ano. O longa já foi vendido para mais de 80 países e tem encantado crianças, jovens e adultos. Acompanha a história de um menino que deixa a aldeia em que vive para ir atrás de seu pai. Durante sua jornada, ele encontra seres estranhos e se depara com situações de opressão dos mais poderosos nos menos favorecidos. A animação impressiona tanto pelo conteúdo, quanto pela beleza e sutileza dos traços feitos com giz de cera, lápis de cor, colagem e pinturas.

O Som ao Redor (2012) – Disponível no Netflix

Desde a chamada “retomada” do cinema brasileiro, em 1992, muitos críticos teciam diversas teses sobre a estética da pobreza retratada na maioria dos longas. Entre os mais bem-sucedidos dessa linha está “Cidade de Deus” (2002), que ganhou o mundo ao mostrar uma história violenta e que esbanjava rigor técnico cinematográfico. Levou um certo tempo até que a primeira narrativa a respeito da classe média brasileira fosse contada com a mesma qualidade. O responsável pelo feito foi o diretor Kleber Mendonça Filho. Seu filme, “O Som ao Redor”, desmascara os tais “dramas da classe média”, tratados com um humor e crítica refinados. Vale cada minuto de filme.

Ônibus 174 (2002) – Disponível no Netflix

O documentário, dirigido por José Padilha, é daqueles filmes inesquecíveis, que oferece uma perspectiva incomum e capaz de criar empatia instantânea com o protagonista. Conta a história de Sandro Barbosa do Nascimento, que sequestrou o ônibus da linha 174, no Rio de Janeiro, em 2000, e fez alguns reféns durante 5 horas. O caso, que teve desfecho trágico, foi acompanhado ao vivo por diversos canais de TVs. Padilha humanizou o personagem, mostrando como foi sua infância e adolescência, a começar pelo fato dele ter sido um sobrevivente da chacina da Candelária, ocorrida em 1993. O abandono de seus pais e das autoridades do Rio de Janeiro está entre os motivos que explicam o pedido de socorro em forma de violência de Sandro.

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