Conheça a VR Gamer, em São Paulo, um arcade só de realidade virtual
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Foto: Istock/Getty Images
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Conheça a VR Gamer, em São Paulo, um arcade só de realidade virtual

Kaluan Bernardo em 30 de setembro de 2016

Recentemente, São Paulo ganhou o VR Gamer, um arcade um pouco diferente dos tradicionais. Em vez de fliperamas, tapetes de danças e pinball, ele conta apenas com jogos para realidade virtual.

Localizado na Vila Mariana, o VR Gamer tem cinco salas especiais, equipadas com computadores e óculos de realidade virtual HTC Vive — um dos mais poderosos disponíveis no mercado. Diferente de outros dispositivos de realidade virtual, com o HTC Vive você joga em pé e em movimento. O dispositivo tem alguns sensores e controles de movimento que acompanham as ações do jogador.

Alguns dos games que podem ser encontrados por lá são Trials on Tattooine, ADR1FT, The Brookhaven Experiment, Space Pirate Trainer, Job Simulator eThe Lab. Nesse início, o preço para jogar é de R$ 30 a cada 25 minutos. No entanto, de segunda à sexta, das 13h às 18h, eles cobram metade do preço.

Empreendimento veio de um longo sonho com realidade virtual

Leandro Sarubbi, idealizador do projeto, diz que a ideia é fruto de uma longa relação que ele tinha com a realidade virtual. “Eu já amava o tema antes de ele ser uma possibilidade concreta”, afirma, lembrando de dispositivos que fracassaram no mercado, como o Virtual Boy, da Nintendo, lançado em 1995.

Em abril de 2016, assim que foi lançado o HTC Vive, Leandro comprou na pré-venda e foi até aos Estados Unidos buscá-lo. “Provavelmente fui um dos primeiros brasileiros a ter um”, comenta.

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Assim que os amigos ficaram sabendo da novidade, Leandro passou a receber muito mais visitas em sua casa, tamanha era a curiosidade da galera em brincar com a realidade virtual.

Casa de VR Games

Foto: Reprodução/Facebook

Leandro trabalhava com trade marketing na Samsung e estava esgotado de sua carreira. Interessado em dedicar mais tempo para a família e amigos, decidiu que estava na hora de sair e fazer algo que acreditasse mais.

Foi quando ele percebeu o potencial que a realidade virtual tinha em despertar o interesse das pessoas e decidiu criar um arcade dedicado à tecnologia. “Nunca havia pensado em ser empreendedor nem nada. Na verdade, tudo aconteceu bem rápido”, comenta.

Encontrou um sócio investidor, com quem dividiu os custos da operação, comprou os equipamentos, encontrou uma casa na Vila Mariana (Rua Dona Inácia Uchoa, 373) e decidiu apostar tanto no público casual, que vai pela curiosidade, quanto nos mais gamers, que também estão loucos para testar jogos de realidade virtual, mas ainda não têm acesso aos equipamentos, que normalmente são caros.

Segundo Leandro, os computadores que eles usam para o HTC Vive são muito caros, pois precisam ter configurações de ponta. Ele acredita que ainda levará pelo menos uns três anos para o brasileiro começar a ter óculos de realidade virtual em sua casa, e que a porta de entrada deverá ser o PlayStation VR, da Sony.

Não acredito que a tecnologia substituirá o videogame na televisão. Ambos vão coexistir. A questão é se todos vão ter um em sua casa ou se será algo de nicho. Até lá, muita gente continuará interessada no assunto.

O empreendedor diz que, no primeiro mês, a casa tem dado muito certo. Eles criaram um espaço de convivência, que fica cada vez mais cheio. “Quando você vai ao cinema e gosta do filme, nem sempre comenta. Aqui, quando o pessoal vem, na semana seguinte já volta trazendo vários amigos, família e saem falando para todos. Acho que é um bom feedback”, diz.

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