Museu do Amanhã é o novo ponto turístico do Rio de Janeiro
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Foto: Reprodução/Site
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Conheça o Museu do Amanhã, o novo ponto turístico do Rio de Janeiro

Emily Canto Nunes em 2 de junho de 2016

Como se não bastasse o sol, o mar, os morros ou as construções da época do descobrimento do Brasil, o Rio de Janeiro ganhou recentemente mais um ponto turístico: o Museu do Amanhã. Construído na Praça Mauá, na Baía de Guanabara, o Museu do Amanhã é um espaço de ciência, porém, um pouco diferente, uma vez que seu foco é todo no futuro. Ou, como o próprio espaço se apresenta em comunicado: “amanhã não é uma data no calendário, não é um destino final; ele é uma construção que começa hoje, agora. A partir das escolhas feitas no presente, desdobra-se uma gama de amanhãs”.

Com projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o edifício de formas inspiradas nas bromélias do Jardim Botânico ocupa 15 mil m², está cercado por espelhos d’água, jardim, ciclovia e área de lazer, numa área total de 34,6 mil m². Resultado de uma parceria público-privado, o Museu do Amanhã só foi possível com a demolição do Elevado da Perimetral. Por isso, o espaço se apresenta como símbolo do reencontro do Rio de Janeiro com a Baía de Guanabara e da reapropriação da região portuária enquanto espaço de convivência para a comunidade local.

“Em um mundo cada vez mais urbano, um dos grandes desafios da humanidade passa pela maneira como ocupamos as cidades. O Museu do Amanhã simboliza a revitalização de uma região da importância do Porto do Rio e, já desde sua construção, leva à reflexão sobre o que esperamos da cidade: um lugar mais integrado e com espaço público mais generoso”, disse o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, em comunicado.

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Enquanto espaço de ciência, arte e tecnologia, o Museu do Amanhã traz para a cidade o conceito de museu experiencial, para sentir e interagir. Ambientes imersivos, instalações audiovisuais e jogos criados a partir de estudos científicos feitos por especialistas e instituições são algumas das atrações. Em termos gerais, o Museu do Amanhã explora seis tendências para as próximas cinco décadas: mudanças climáticas; alteração da biodiversidade; crescimento da população e da longevidade; maior integração e diferenciação de culturas; avanço da tecnologia e expansão do conhecimento.

Segundo o curador do museu, o físico e doutor em Cosmologia Luiz Alberto Oliveira:

O acervo do Museu do Amanhã é imaterial, são possibilidades. Ao contrário de outras instituições, que precisam preservar seu acervo, o do museu deve ser o tempo todo renovado. (…) O museu oferece as perguntas, não as respostas. São elas que norteiam a série de experiências, de maneira a construir uma narrativa de exploração e interrogação.

Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós

A exposição principal, com concepção museográfica do designer Ralph Appelbaum e direção de criação de Andres Clerici, está divida em cinco áreas, a partir das cinco perguntas que guiam o museu: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós.

A visita começa pelo Cosmos, experiência imersiva em um domo de 360°, um grande ovo negro em que o público faz uma viagem sensorial pelo universo, desde as galáxias mais distantes até as partículas microscópicas. Na Terra, três cubos de sete metros de largura por sete metros de altura representam as três dimensões da existência: Matéria, Vida e Pensamento. Quando no Antropoceno, o visitante é estimulado a refletir sobre a era geológica em que vivemos hoje, o momento em que o homem se tornou uma força planetária capaz de alterar o clima, degradar biomas e interferir em ecossistemas.

Se, por um lado, o museu convida o visitante a pensar sobre seu próprio impacto, ele também ajuda o homem a se perceber como parte da ação e da transformação. Há uma exposição permanente e outras temporárias.

Aberto de terça-feira a domingo, o Museu do Amanhã funciona das 10h às 18h (última entrada para exposição, às 17h). Os ingressos custam R$ 10 (a meia-entrada é R$ 5). Às terças-feira a entrada é gratuita para todos.

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