4 newsletters feministas que você precisa conhecer
newsletter feminista andrea pippins
Ilustração da artista Andrea Pippins para Lenny Letter
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4 newsletters feministas que você precisa conhecer

Diana Assennato em 1 de junho de 2016

Nem sempre as redes sociais são os melhores canais para se expressar publicamente quando o assunto é polêmico. Um levante de newsletters feministas têm tomado as caixas de entrada de mulheres (e homens), levantando assuntos difíceis e mexendo em feridas que não resistiriam à fúria do Facebook. Em uma newsletter pode-se falar com calma, compartilhar opiniões pessoais  e até confessar segredos íntimos sem julgamento.

A newsletter voltou com tudo e se tornou uma ótima ferramenta para conversas mais calmas e ao mesmo tempo profundas. Separamos quatro publicações que falam sobre o feminismo que você vai querer receber.

Lenny Letter

Em inglês, a newsletter da atriz, escritora e diretora Lena Dunham em parceria com a produtora da série Girls, Jenni Konner, é uma das newsletters feministas preferidas da internet. Apesar de (bem) longa, a leitura é leve e seu conteúdo composto de artistas talentosos e entrevistas de peso, como Hillary Clinton, Lupita Nyong e Michelle Obama.

ilustração de uma mulher de costas com o cabelo ao vento

Ilustração da artista Melanie Lambrick

Duas vezes por semana, Lena e Jenni falam de feminismo, estilo, saúde, política, sororidade, aborto, racismo e convidam colaboradores para abrir o seu coração. A Alicia Keys, por exemplo, escreveu sobre como começou a encarar uma vida de cara lavada, a sair na rua sem maquiagem e a fotografar sem retoques.

A newsletter tem substância e é original. O seu slogan: “desmontando o patriarcado, uma newsletter de cada vez.” Ela é disparada duas vezes por semana: uma edição completa às terças-feiras e uma entrevista às sextas.

Como lhe é de costume em qualquer tipo de mídia, Lena conversa abertamente sobre suas inseguranças, sua recente obsessão por rugas ou seu arrependimento de ter ouvido amigos pedindo para ela abrir o seu perfil de Instagram. O tom da conversa é próximo, confessional e escrito em primeira pessoa. A leitura é deliciosa.

Comum

A Comum é uma comunidade digital de mulheres, idealizada pelas feministas Anna Haddad e Giovana Camargo e alimentada por uma rede de colaboradoras. Uma plataforma que mistura conteúdo, encontros online e presenciais e um fórum só para mulheres. O objetivo do projeto é gerar acolhimento, trocar conhecimento e conectar movimentos para que as mulheres cresçam juntas.

Para fazer parte da comunidade, acessar todos os textos, vídeos e participar do fórum, é preciso pagar uma mensalidade de R$40, mas nas suas newsletters feministas, Anna e Giovana selecionam  o que rolou de mais interessante no portal. Alguns conteúdos são abertos, outros não.

Maternidade, gordofobia, sexo e trabalho doméstico são assuntos recorrentes. Na newsletter, elas também compartilham conversas que estão bombando no fórum fechado do projeto, vídeos de mulheres ensinando coisas importantes e guias práticos de como mudar pequenas atitudes no cotidiano.newsletter feminista comum

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anna Haddad

mulher sentada no sofá com xícara na mão

Anna Haddad. Foto: reprodução/Facebook.

Além de co-fundadora da Comum, Anna também tem uma newsletter pessoal, um formato cada vez mais comum hoje entre influenciadores, onde fala sobre gênero, educação, novos negócios, colaboração, consumo e outros assuntos.

Polemiquinhas

Também da turma da newsletters feministas e pessoais (e co-fundadora da Comum), Carol Patrocínio compartilha experiências como se estivesse falando com amigos íntimos. Jornalista, mãe e feminista, ela busca uma vida mais saudável em todos os sentidos: social, política e sustentavelmente, e compartilha seus aprendizados sem pudor.

Leia um trecho da sua carta: “Começa que tudo que eu falo por aí faz parte da minha vida. Tudo. 100%. Sou a ~louca que grita “cadê as mina?” no meio de um debate ou apresentação. Sou a que toma porres, mas não fala sobre eles. Acredito MESMO em sororidade, então abro as portas e o coração para quem precisa sem pensar muito sobre isso. Não julgo – e se escorrego e julgo, refaço o caminho e tento entender porque fiz aquilo. Fecho a cara pra piada preconceituosa pelo resto do rolê. Não sou fácil. Não tenho bom humor sempre. E acho que tudo isso faz parte de quem sou, vem no pacote e se me ama tem que amar tudo.

Ela também compartilha exercícios semanais de auto-conhecimento:

Trecho da newsletter Polemiquinhas. Reprodução.

Trecho da newsletter Polemiquinhas. Reprodução.

E você? Conhece outras newsletters feministas? Deixe sua recomendação nos comentários abaixo.

 

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