Brazilian Storm, a tempestade de surfistas que vem derrubando os gringos
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Foto: Istock/Getty Images
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Brazilian Storm, a tempestade de surfistas que vem derrubando os gringos

Camila Luz em 4 de outubro de 2016

Não é de hoje que a Brazilian Storm, ou “Tempestade Brasileira”, sacode ondas mundo afora. O termo foi criado em 2011 pela imprensa estadunidense para se referir à nova geração de surfistas brasileiro de destaque no cenário mundial.

Em 2014, Gabriel Medina foi o primeiro campeão mundial brasileiro da história, seguido pelo paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, no ano passado. Em 2016, dez surfistas do Brasil entraram para o Circuito Mundial de Surf (WCT – World Championship Tour), principal competição da modalidade.

O surf brasileiro está em sua melhor fase. Profissionais estão cada vez mais preparados e integram a elite mundial, mostrando que são páreo até para australianos e havaianos.

Gringos, cuidado com a Brazilian Storm:

Gabriel Medina

O campeão mundial tem apenas 22 anos e é o principal nome da Brazilian Storm. Nasceu em São Sebastião, no litoral paulista, e foi criado em Maresias. Entrou para a elite do surf mundial em 2011.

O surfista ganhou um programa no Canal OFF chamado “Mundo Medina”, que o acompanha em campeonatos e jornadas de surf por todo o mundo.

Adriano de Souza – Mineirinho

Apesar do apelido, Adriano é paulista, natural do Guarujá. Tem 29 anos de idade e é o surfista mais experiente da Brazilian Storm – tanto que venceu o WCT em 2015.

Aos 15 anos, conseguiu patrocínio internacional e foi campeão profissional de surf no Brasil, vencendo uma etapa do Campeonato Brasileiro. Seu primeiro grande feito veio em 2004, quando venceu o Mundial de Surf Júnior na Austrália.

A curiosidade, é claro, não podia faltar: recebeu o apelido “Mineirinho” por causa de seu irmão mais velho, que era chamada de Mineiro por seu jeito tímido e de pouca palavras. Foi ele quem deu a primeira prancha de surf de Adriano.

Filipe Toledo

Natural de Ubatuba, tem 21 anos e já foi o competidor mais jovem do WCT, campeonato em que compete desde 2013. Já nasceu com sangue de surfista nas veias: é filho do bicampeão brasileiro Ricardo Toledo. Hoje, ele e sua família moram na Califórnia, para facilitar o deslocamento para provas e campeonatos ao redor do mundo.

Italo Ferreirra

O surfista de 22 anos entrou para o WTC em 2015. Nasceu em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, um dos melhores picos de surf do Brasil, e pratica desde criança.

Já ganhou inúmeros prêmios no Brasil e na América do Sul e pode ser uma promessa para os próximos anos de mundial.

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Wiggolly Dantas

Nasceu em Ubatuba, mas é quase um gringo: passou longas temporadas surfando na Austrália e no Havaí quando adolescente. Tem 26 anos e desde 2015 compete o WTC pelo Brasil.

Miguel Pupo

Pupo já é veterano no WTC: compete desde 2011. No ano passado, finalizou o campeonato em quarto lugar. Assim como Filipe Toledo, tem o surf como herança: é filho do surfista e shaper Wagner Pupo.

Miguel é de Itanhaém, litoral de São Paulo, e tem 24 anos. Seu irmão mais novo, Samuel, também é surfista e está começando a se destacar no cenário mundial. Espera-se que ele entre para a World Surf League em breve.

Alejo Muniz

Alejo é outro veterano na World Surf League, competindo pelo Brasil desde 2009. Apesar de brigar pelo país, o surfista é argentino. Quando tinha dois anos, seus pais deixaram a nação hermana e foram morar em Bombinhas, cidade do litoral de Santa Catarina.

Aos 26 anos, não tem pretensão de voltar para seu país de origem. No entanto, seu irmão mais novo, Santiago Muniz, compete o WCT pela Argentina.

Jadson André

Natural de Natal (RN), compete o WCT desde 2009, mas enfrentou águas turbulentas no ano passado. Correu risco de ser rebaixado para o WQS, a divisão de acesso ao WCT.

Caso fosse rebaixado, precisaria se classificar entre os 10 melhores no WQS para voltar ao WCT em 2016. Mas a sorte esteve ao seu lado e terminou na 21ª posição do ranking em 2015 — os 22 primeiros se classificam.

Alex Ribeiro

O surfista veio da Praia Grande, no litoral paulista, e entrou para a elite do surf este ano. Já esteve prestes a entrar para o WCT diversas vezes. Mas foi sua vitória em Saquarema (RJ), no ano passado, a responsável por dar o número de pontos e auto-estima necessária para mandar muito bem nas etapas seguintes e conquistar seu lugar no mundial.

Caio Ibelli

Caio também é um dos novos integrantes da elite mundial, competindo o WCT pela primeira vez este ano. Em 2015, participou de duas etapas como convidado, em Portugal e na França. Caio tem 23 anos e é paulistano.

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