Escola de Princesas é criticada e Chile ensina desprincesamento
escola de princesas
Foto: Istock/Getty Images
Unplug > Inspire-se

Enquanto Brasil tem Escola de Princesas, Chile dá curso de desprincesamento

Camila Luz em 17 de outubro de 2016

A Escola de Princesas, instituição mineira que ministra aulas de etiqueta, culinária e organização da casa, bombou na internet recentemente. Mas no mau sentido. Foi criticada por reforçar estereótipos de gênero e ensinar valores que conectam mulheres a responsabilidades domésticas.

A instituição foi fundada pela pedagoga Nathalia de Mesquita e já existe em Belo Horizonte, Uberaba e Uberlândia. São Paulo também deve ganhar uma unidade, comandada pela apresentadora de TV Silvia Abravanel.

Segundo o site oficial, o curso de princesa é voltado para meninas de quatro a 15 anos e ensina a arrumar o cabelo, passar maquiagem, cuidar da casa, ter bom comportamento e até a encontrar o verdadeiro príncipe. As meninas também aprendem valores como humildade, solidariedade e bondade. As aulas acontecem em ambientes onde o cor-de-rosa predomina.

Escola de princesas repercute na internet

A Escola de Princesas ainda ensina sobre “a importância da aparência” e a “resgatar os valores e os princípios morais do matrimônio”. Os valores foram bastante criticados no Twitter:

Esse maravilhoso vídeo foi relembrado:

E teve gente que se desapontou com a escola, mas não se surpreendeu:

Escola de “desprincesamento”

Enquanto isso, o Escritório de Proteção de Direitos da Infância da cidade de Iquique, no norte do Chile, tem um curso que pode interessar a quem criticou a Escola de Princesas: o seminário de “desprincesamento” (“Taller de “Desprincesamiento”).

Segundo reportagem publicada pelo site El Salvador em março deste ano, o seminário ensina que a meta de uma mulher não deve ser só conquistar o príncipe encantado.  A atividade é voltada para meninas de nove a 15 anos de idade e é realizada na Casa da Cultura de Iquique. Inclui artesanato, canções e discussões para as meninas refletirem sobre o conceito de ser uma mulher, beleza e felicidade.

“Nem Barbie, Cinderela ou Branca de Neve. Os modelos de mulheres que tentam inspirar o workshop são mais parecidos com o de Beatrix Kidd em Kill Bill ou com a cientista Marie Curie“,  relata o site La Voz. O objetivo é questionar ideias legitimadas por contos de fada e filmes clássicos da Disney.

LEIA MAIS
3 livros para falar de feminismo com crianças
LEIA MAIS
"O homem que quis fazer as tarefas da casa", um livro feminista infantil

Segundo o coordenador da Oficina de Proteção de Direito, Yury Bustamante, espera-se abrir espaços de discussão com as meninas sobre desigualdade de gênero, trazendo elementos que elas possam identificar de acordo com a idade e incorporar na construção de suas identidades.

“Buscamos dar a elas ferramentas para que cresçam como meninas livres de preconceitos, empoderadas e com a convicção de que são capazes de mudar o mundo, e que não precisam de um homem do lado para isso”, disse, ao El Salvador.

Você gostaria de colocar a sua filha em uma Escola de Princesas, ou no workshop chileno de “desprincesamento”? Deixe a sua opinião.

Gostou deste post? Que tal compartilhar:
Últimos
Trend Tags
Array ( [0] => 205 [1] => 12 [2] => 76 [3] => 157 [4] => 237 [5] => 86 [6] => 249 [7] => 97 [8] => 17 [9] => 222 [10] => 62 [11] => 276 [12] => 25 [13] => 154 [14] => 102 [15] => 259 [16] => 68 [17] => 267 [18] => 115 [19] => 94 [20] => 172 [21] => 206 [22] => 268 [23] => 344 [24] => 212 )
Vídeos
Copyright © 2016 Free the Essence