Influenciadoras feministas negras para conhecer e se inspirar
feministas negras
Djamila Ribeiro. Foto: Reprodução/Facebook
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Influenciadoras feministas negras para conhecer e se inspirar

Camila Luz em 25 de agosto de 2016

Pense nas principais youtubers ou influenciadoras feministas que você conhece ou acompanha. Que nomes vieram à sua cabeça? Jout Jout? Além da temática, há, provavelmente, uma outra coisa em comum entre todas elas: a grande maioria é branca. Você pode até estar por fora, mas as feministas negras vêm ganhando espaço e trazem discussões importantes sobre o lugar da mulher negra na sociedade e seu papel no feminismo.

Monique Evelle, Nátaly Neri e Stephanie Ribeiro são alguns nomes que estão ganhando protagonismo no Brasil. Na gringa, youtubers negras também vem recebendo mais atenção, como Akilah, dona do canal Smoothiefreak. Elas abordam assuntos como padrões de beleza, estética afro, racismo, empoderamento e participação da mulher negra em todas as esferas da sociedade.

No entanto, as brancas ainda têm mais voz na sociedade — a começar pelo número de inscritos nos canais no Youtube. Kéfera, um dos maiores nomes no Brasil tem quase 10 milhões de inscritos. Mas feministas negras podem contribuir com outro olhar, um que diz respeito ao racismo e à inclusão. E elas precisam ser ouvidas, então ouça:

O que dizem as influenciadoras feministas negras

Lorena Monique

“Por que as pessoas ficam tão raivosas em falar sobre privilégios?”

A brasiliense e estudante de sociologia sabe ser engraçada falando de assuntos sérios, como feminicídio, feminismo negro, apropriação cultural e privilégios brancos. Lorena é dona do canal do Youtube Negatta e colaboradora do The Huffpost Brasil.

Nátaly Neri

“Não importa se você, mulher branca, é a pessoa mais bem informada sobre racismo. Se você e a mulher negra estiverem em uma entrevista de emprego, as duas partindo do mesmo nível de formação, você vai conseguir o emprego, porque a negra vai estar com o black armado, vão dizer que não é um bom visual para a empresa, que não é o que eles estão procurando…”

Dona do canal Afros e Afins e de muito, mas muito estilo, Nátaly é estudante de ciências sociais na UNIFESP, militante negra e feminista. Além de abordar assuntos como estética negra e apropriação cultural, é super preocupada com a situação do planeta e faz campanha a favor da moda consciente. Nátaly é trancista e está sempre com penteados diferentes, como dreads coloridos e black.

Akilah Hughies

“É muito mais difícil ser uma pizza deluxe do que uma pizza de queijo em um mundo de hambúrgueres.”

Dona do canal Smoothiefreak, a americana Akilah Hughes usa exemplos criativos e engraçados para falar sobre feminismo e empoderamento negro. No caso acima, pizzas deluxe são mulheres negras, pizzas de queijo são as brancas e hambúrgueres são os homens. Ser mulher em uma sociedade que privilegia os homens é difícil para negras e brancas, mas é ainda mais difícil para as negras, pois elas também precisam lidar com o racismo.

Akilah ainda acrescenta que o discurso feminista branco é mais aclamado e levado a sério do que o negro, que acaba recebendo muito menos atenção do que devia.

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Djamilla Ribeiro

“Eu não posso escolher contra qual opressão eu vou lutar. Sei que eu sou mulher, sofro machismo, sou negra, e sofro racismo.”

Djamilla é pesquisadora na área de filosofia política e feminista, além de secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. É colunista da revista Carta Capital, onde discute temas como legalização do aborto, empreendedores negros, justiça e cultura do estupro e o que a miscigenação tem a ver com isso.

Stephanie Ribeiro

“O mais chocante foi quando meu armário foi pichado, disseram que ninguém ligava para nada do que eu falava.”

Stephanie cursa arquitetura e urbanismo na PUC, em Campinas, e milita diariamente pelo movimento feminista negro em suas redes sociais e textos. Ela é a primeira de sua família a cursar uma faculdade e, como muitos outros estudantes negros, sofreu preconceito e tentativas de silenciamento dentro da instituição enquanto tentava expor os problemas relacionados ao machismo e ao racismo.

Monique Evelle

“Sofro preconceito por ser mulher, por ser negra e por ser jovem. Acham ser impossível uma mulher negra e jovem criar algo interessante. Quando esbarram comigo em algum local passam por mim achando que sou a mulher do cafézinho. Chego em uma sala de aula hoje, a maioria é branca, sou a única educadora negra e temos que discutir isso em um ambiente conservador, de uma forma que eu não seja expulsa imediatamente.”

Estudante de humanidades na UFBA, tem uma presença forte nas redes sociais e milita em grupos como o Desabafo Social, fundado pela própria quando tinha 16 anos. Por meio desse projeto, quer transformar a realidade de crianças e adolescentes através de práticas alternativas de educação e comunicação. Para ela, a educação é o caminho para atenuar desigualdades sociais e preconceitos no Brasil.

Acompanha outras influenciadoras feministas negras? Conte quem são elas!

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