Quer mudar de emprego? Conheça o cara que tem um trabalho por dia
Eduardo Talley_emprego
Eduardo Talley Foto: Reprodução/Facebook One Day Hand
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Medo de mudar de emprego? Conheça o cara que tem um trabalho por dia

Kaluan Bernardo em 17 de junho de 2016

Eduardo Talley era diretor de arte e passou anos trabalhando no mercado publicitário. Um belo dia — e há sempre um belo dia na vida de todos — cansou-se. Decidiu viajar o mundo e procurar por novas experiências. Quando voltou, percebeu que queria trocar de emprego; ou melhor, queria mudar de vida. Precisava de novas formas de pagar as contas enquanto também aprendia.

Telley segurando placa "trabalho por um dia"

Foto: Reprodução/Site

Brasiliense, passou os últimos anos de sua carreira em São Paulo. Quando voltou ao Brasil foi direto à Terra da Garoa, onde se propôs um desafio: por 31 dias, teria 31 trabalhos diferentes. Valeria tudo, desde que fizesse sentido para ele, não fosse algo repetido, e ele pudesse aprender algo novo.

Decidiu nomear o projeto como “One Day Hand“. Montou tudo sozinho, criou um site que funciona como plataforma para seus futuros empregadores entrarem em contato ou ainda para compartilhar as experiências de suas empreitadas.

E assim foi seu maio de 2016: 31 empregos em 31 lugares diferentes com 31 histórias novas. Sem um dia de descanso. Sem repetir nada. “No início achei que era loucura. Como iria arrumar 31 trabalhos e executá-los um atrás do outro, sem folga, sem nada?”, lembra. “De dia eu trabalhava e de noite eu procurava os próximos empregos”, conta.

Fez de tudo: ajudou a montar luminárias, trabalhou como pintor, jardineiro, barman, cervejeiro, produtor de shows, babá e grafiteiro. Só não aceitava trabalhos em frente a um computador — algo que fez durante sua vida toda. Também foi pago com tudo: presente para dia das mães, dinheiro, cursos, plantas ou comida. Ele afirma:

Na primeira semana eu sentia muito aquele frio na barriga de primeiro dia de trabalho. Só que com vários primeiros dias. Percebia que tinha que trabalhar, conhecer alguém novo, não saber se meus colegas seriam legais, se eu daria conta da demanda. Eram vários desafios.

Mudar várias vezes de emprego te transforma

No último dia, quando trabalhou como cervejeiro (um dos empregos que mais gostou), Eduardo conta que chorou ao perceber o quanto aquela experiência o havia transformado. “Não tenho nem como descrever como foram esses 31 dias. Foi incrível perceber o quanto eu havia passado e o quanto ainda tem para acontecer pela frente”, diz.

Ele conta que, dias antes de começar o projeto, foi a uma entrevista de emprego, com bom salário e posição. No entanto, na conversa disse que primeiro deveria experimentar o One Day Hand e depois voltaria para o emprego fixo. “Sentia que esse poderia ser o projeto da minha vida, não ia deixar passar”, conta. “Mas, na primeira semana do experimento, percebi que eu não ia voltar para um emprego fixo. A transformação não deixaria”, diz.

Agora, ele afirma que quer ter ao menos 100 empregos em 100 lugares diferentes. A próxima etapa do One Day Hand acontecerá no Rio de Janeiro. Mas ele ainda pretende fazer em outros países, como Estados Unidos e Espanha.

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“Não necessariamente preciso fazer nesse formato com 31 dias seguidos. Posso pegar só uns dias ou umas semanas. O que importa é aprender”, reflete. Entre um projeto e outro, Eduardo faz alguns trabalhos freelance com arte para continuar a pagar as contas. Mas diz que sua intenção é transformar a One Day Hand em um negócio rentável para outras pessoas também poderem experimentar outros empregos.

“A One Day Hand poderá virar uma plataforma, um blog, um canal de vídeo, qualquer coisa. Mas quero que ela se torne um produto rentável por um tempo e que possa ajudar outras pessoas”, diz. “Minha proposta é que você faça algo que nunca fez ou imaginou que faria. Eu ainda estou muito curioso para saber o que vou descobrir”, conta.

Por enquanto, Eduardo continuará experimentando com seu projeto até para ele próprio descobrir quais são as dificuldades e o que ele pode resolver. “Meu plano é continuar experimentando novos trabalhos. Quem sabe eu possa ser pizzaiolo na Itália ou trabalhar em uma vinícola em Buenos Aires?”, diz.

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  • Diego Remus

    Muito bacana!

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