Berlim tem o primeiro museu de arte digital do mundo
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Foto: Reprodução/Facebook
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Berlim tem o primeiro museu de arte digital do mundo

Camila Luz em 4 de setembro de 2016

A arte digital ganhou um espaço para ser exibida, apreciada e eternizada em Berlim, na Alemanha. O Digital Museum of Digital Art (DiMoDA) ganhou as primeiras exposições em novembro de 2015. Obras de artistas contemporâneos são expostas em um ambiente virtual. Para acessá-lo, visitantes devem usar um Oculus Rift.

O museu foi concebido em 2013 pelos artistas Alfredo Salazar-Caro e William Robertson. É dedicado à coleta, interpretação e exibição de arte digital, enquanto revela o potencial de projetos artísticos de realidade virtual. O edifício funciona, também, como incubadora de novas ideias e como contribuição arquitetônica à paisagem virtual da internet.

Além de expor artistas internacionais, a plataforma de realidade virtual traz uma experiência inovadora aos visitantes, que entram em contato com um mundo paralelo totalmente estranho. De acordo com reportagem feita pelo site Berlin Art Link, esse encontro é “envolvente e intimista”.

O Oculus Rift e a arte digital

Em entrevista ao Berlin Art Ink, William contou que ele e Alfredo são gamers e faziam performances em Chicago, como instalações de luz e outros tipos de shows. Como não havia suporte para artistas como eles em galerias, passaram a procurar um espaço de exposição alternativo.

mulher vendo com oculus rift e pessoas atrás

Foto: Reprodução/Facebook

Os fundadores contam que a ideia do que queriam fazer começou a ficar mais clara quando o Oculus Rift surgiu. “Quando o Oculus Rift saiu, pensamos sobre como seria fácil traduzir nosso trabalho para essa ferramenta”, conta Alfredo. Em 2013, o óculos era algo novo e pouco usado por artistas. A dupla acabou conseguindo o equipamento por meio de Instituto de Artes de Chicago, ao qual William era afiliado.

A parte externa do museu também tem uma exibição que deve ser visualizada com o Oculus Rift. Alfredo explica que não houve um motivo específico para essa decisão. “Nós queríamos algo que fosse familiar e, ao mesmo tempo, surreal, apenas um pouco fora da realidade antes que o espectador pudesse explorar a estranheza que cada artista criou”, conta.

pessoas vendo a exposição com oculus rift

Foto: Reprodução/Facebook

Os artistas que expõem suas obras no DiMoDa nunca tiveram experiência alguma com realidade virtual. Por isso, seus trabalhos são realmente inovadores. “Eu acho que tudo é um grande experimento”, diz Alfredo. “No âmbito das novas mídias, eu estava procurando por pessoas que estivessem falando sobre o corpo na forma digital. Cada artista levou esse conceito por diferentes direções”, acrescenta.

A artista Claudia Hart, por exemplo, desenvolveu algo espacial e abstrato. Jacolby Satterwhite apostou em uma estética minimalista, enquanto Tim Berrsheim foi o único que se manteve fiel ao corpo digital.

Os primeiros artistas no DiMoDa

As primeiras exposições do DiMoDa são de autoria dos artistas Jacolby Satterwhite, Claudia Hart, Tim Berresheim e da dupla chamada AquaNet 2001 (Gibrann Morgado + Salvador Loza). Cada um deles traz uma abordagem única para a realidade virtual.

Claudia Hart criou representações visuais que assumem a forma de imagens 3D integradas. Além disso, desenvolveu performances e estruturas utilizando técnicas avançadas de produção, como aplicativos de realidade aumentada. Suas obras tratam de questões como o papel do computador na mudança de valores contemporâneos e sobre o que pode ser “natural”.

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Jacolby Satterwhite trabalha com vídeo, performance, animação 3D, desenho e gravura em Nova York. No DiMoDa, combina animação 3D e uma ação ao vivo para explorar temas da memória e da história pessoal em um ambiente de sonho virtual.

O trabalho do artista visual alemão Tim Berresheim lida com efeitos das tecnologias digitais na cultura visual. Por meio da imagem digital, também pretende explorar percepções sobre a vida.

Já a dupla AquaNet 2001 é fundadora e curadora de uma galeria online de arte 3D, a VNGRAVITY. Seu trabalho é focado em tecnologia, comportamento humano, arquitetura, política, natureza e história da arte, além da distorção da realidade que envolve todos esses assuntos.

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