Confira o que rolou de melhor no Festival Path de 2016
Festival Path
Foto: Vans Bumbeers
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O melhor do Festival Path 2016

Redação em 19 de maio de 2016

Por Camila Luz, Emily Canto Nunes e Kaluan Bernardo

A quarta edição do Festival Path aconteceu nos últimos dias 14 e 15 de maio em São Paulo. Foram mais de 350 palestras, workshops, filmes e shows sobre educação, inovação, sustentabilidade, Nova Economia e outros assuntos interessantes. A equipe do Free The Essence esteve nos dois dias curtindo os shows e os food trucks que invadiram as praças do bairro de Pinheiros e, é claro, acumulando pautas nas palestras e também nos corredores dos dez locais que abrigaram o evento. Aqui juntamos alguns dos conteúdos mais legais e que chamaram a nossa atenção nesses dois dias.

Confira o que rolou de melhor no Festival Path:

Um, dois e… já! O bom uso dos recursos naturais aqui e agora!

Para a Casa Causa, se ajudamos a causar problemas ambientais, devemos fazer parte das soluções. A curadoria traz opções práticas para quem quer transformar os arredores da própria residência com sustentabilidade. Flávia Lemes (diretora) e Luciana Annunziata (produtora de conteúdo) trabalham com parceiros como a Trasix Soluções Ambientais. Dentre os projetos, está o de uma composteira automática que transforma lixo orgânico em adubo rico em nutrientes. Ele pode ser usado no cultivo de hortas urbanas.

Como seguir criando moda num mundo que não precisa de mais roupas

Oitenta bilhões de peças de roupa são produzidas no mundo todos os anos. Hoje, entre 65% e 70% da produção do plástico PET vai para a indústria têxtil, muito mais do que para as garrafas PET. Mas, para fazer uma calça jeans, por exemplo, são necessários ainda 500 galões de 20 litros de água. Diante desses dados assustadores, Mariana Pellicciari acredita em seis soluções para seguir criando moda sem destruir o que resta do planeta: reaproveitar, trocar, fazer você mesmo, valorizar pequenos produtores locais, promover a igualdade de gênero, a liberdade de prisões estéticas e valorizar o florescimento pessoal. A fundadora do Roupa Livre apresentou ideias como a criação de um aplicativo que vai funcionar como um Tinder para trocar roupas.

Drinkfinity vale a pena?

Lowsumerism

Em uma das salas do Instituto Tomie Ohtake, Daniela Klaiman, diretora de planejamento na agência de pesquisa Box1824, entrou para falar sobre a importância de se consumir menos — o lowsumerism. Mais do que uma tendência, o lowsumerism é uma necessidade. Até 2050, se continuarmos nesse ritmo, serão necessários dois planetas Terra para suprir nossas demandas. Por isso, o baixo consumo é tão necessário e deve seguir alguns princípios: substituir a quantidade pela qualidade; renovar o sistema capitalista; tornar o ato de compra em algo mais social; resignificar o conceito de sucesso; repensar a alimentação; buscar mais propósito na vida; valorizar o êxodo urbano; valorizar a mente; e ter noção de que apenas atitudes geram grandes impactos.

É possível reinventar o mercado da notícia?

Renata Simões, apresentadora e repórter, mediou uma conversa entre Bruno Torturra (criador do estúdio Fluxo) e Camilo Rocha (editor de especiais do Nexo). Bruno, que também foi um dos fundadores da Mídia Ninja, falou sobre com foi fazer a primeira transmissão de streaming na rua do Brasil, em 2011. Ele acredita que estamos em transição para um momento em que o público se responsabilizará pelo noticiário — não só sustentando a produção como também distribuindo o conteúdo. Assim, poderá se produzir jornalismo independente, sem se associar a empresas. Já Camilo, que é jornalista desde 1989, pensa parecido e diz que, em uma sociedade onde há um looping de informação bruta, há demanda para dar um passo para trás e resgatar o contexto — essencial para fortalecer o debate nas redes sociais. E isso pode acontecer fugindo do “textão”, com ferramentas interativas, como uma calculadora que compara seu salário com o resto do Brasil.

Placemaking – Como construir ótimos espaços públicos?

Paola Caiuby, fundadora do Conexão Cultural, ao lado de Juliana Barsi e Beatriz Vanzolini, da Associação Bela Rua, discutiram alguns pontos centrais para transformar espaços públicos em lugares bons para a convivência. Elas lembraram que é importante abraçar a diversidade (ter pessoas de diferentes gêneros e idades), oferecer atividades para as pessoas retornarem, atrair crianças para dar vida ao local, e mostra que há pessoas cuidando recorrentemente daquele espaço. É importante promover a sociabilidade, inclusive entre estranhos. Elas trouxeram como exemplo o (Rua)³, um grande cubo de madeira que pode se transformar em espaço para ler, conversar, tocar, tomar café ou diversas outras atividades. Ao mostrar o caso, elas lembraram que “é preciso de um lugar para criar uma comunidade e uma comunidade para criar um lugar”.

A Revolução Feminista na Internet

A revolução começa online, mas desagua no offline. Maíra Saruê e Juliana de Faria, da ONG Think Olga, falaram sobre campanhas feitas na internet, como o “Chega de Fiu Fiu”, que conscientizou mulheres sobre os desrespeitos que sofrem diariamente. Se são negras, o buraco é mais embaixo. Elas são as principais vítimas de assédio sexual nas periferias. Monique Evelle falou sobre o Ubuntu, uma rede social ocupada, principalmente, por mulheres negras. Já Semayat Oliveira, do coletivo “Nós, Mulheres da Periferia”, comentou sobre o fato de que hashtags e ações digitais não chegam onde vive quem realmente precisa de ajuda.

Novos Poderes – Como serão os políticos do nosso futuro?

Membro do Instituto Democracia e Sustentabilidade, Eduardo Rombauer convidou os participantes da sua palestra a pensar em como a política pode mudar a partir de um outro entendimento do que é o poder. Em um momento especialmente político do Brasil, o ativista mostrou o que acredita ser o ciclo da entropia política atual: para ele, há hoje uma situação de Fechamento dos cidadãos, o que gera Desinformação, Polarização e também um Desencantamento, que por sua vez gera uma Apatia. Para mudar esse ciclo, e torná-lo Aberto, é preciso Informar, para Dialogar, Reencantar e, por fim gerar, Empatia pela política novamente. Além disso, Eduardo apresentou duas iniciativas das quais faz parte: um mapeamento de inovações políticas chamado Update Politics e o VemPraRoda, um projeto nacional que convida os cidadãos a conversar sobre o que acontece no Brasil.

 

Leia mais: Quem é Fabio Seixas, o co-criador do Festival Path

Grafeno: o que está por vir?

Uma das palestras com título mais técnico do Festival Path, “Grafeno: o que está por vir” foi, na verdade, uma grata surpresa. Ministrada pela Dra. Cecília Castro e Silva, docente na Universidade Mackenzie, a apresentação sobre grafeno reuniu um público diversificado e muito curioso por saber do que o grafeno era capaz. Extraído do grafite, o grafeno é dos materiais mais promissores dos últimos anos. Descoberto recentemente, ele promete revolucionar várias indústrias, inclusive a dos eletrônicos. Smartphones com telas dobráveis e janelas de vidro conectadas são algumas das inovações que podem surgir graças ao grafeno. E, o melhor de tudo: o Brasil pode fazer parte dessa revolução porque possui em seu território minas de grafite, porém, precisa investir. Em São Paulo, a Mackenzie já inaugurou um centro de pesquisas no assunto, o MackGraphe.

O dia tá lindo e a gente tá na Praça Professor Resende Puech pra curtir o Palco Spotify! #festivalpath

Uma foto publicada por Festival Path (@festivalpath) em

Exercícios de Inteligência Artificial Urbana

Parte da invasão holandesa no Festival Path (iniciativa que trouxe vários palestrantes do país nórdico), Mark van der Net mostrou porque é preciso pensar em um conceito de Urban AI, ou seja, Inteligência Artificial Urbana, para as cidades. A partir de seus projetos de coleta de informações de redes sociais e visualização de dados, o arquiteto dono da OSCity espera ajudar as cidades a se desenvolver. Para ele, uma Inteligência Artificial Urbana é centrada nas pessoas, aproveita a inteligência das cidades, se apropria da tecnologia, se preocupa com as experiências, que elas façam sentido para os cidadãos, aproveita os dados que podem ser coletados em tempo real, os serviços urbanos, as plataformas de código aberto para controlar o que acontece na cidade e transforma tudo isso em uma Inteligência Artificial Urbana que é espelho da sociedade que vive naquele território.

O Festival Path é patrocinado pela Drinkfinity, marca que também oferece o conteúdo de Free The Essence.

E você, o que mais curtiu no Festival Path? Conta para a gente!

Festival Path 2016
O Festival Path é um festival de inovação e criatividade criado pelo O Panda Criativo, para todos que querem inovar a forma de pensar e agir.
Starts: 05/14/2016 09:30 am
Ends: 05/15/2016
Duration:
Instituto Tomie Ohtake
São Paulo, SP
05426010
BR
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