Oito frases e ideias do TEDxSãoPaulo Mulheres que Inspiram
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Mais oito frases e ideias do TEDxSãoPaulo Mulheres que Inspiram

Redação em 27 de julho de 2016

Por Camila Luz, Diana Assennato e Livia Deodato

O TEDxSãoPaulo teve uma nova edição protagonizada por mulheres que inspiram. Nesta edição, as mestres de cerimônia também foram mulheres negras: as apresentadoras  da TV Cultura Roberta Estrela D’alva e Adriana Couto. Na plateia, mulheres principalmente negras, eram maioria.

A equipe do Free the Essence registrou frases marcantes ditas pelas convidadas e palestrantes do evento realizado em São Paulo no dia 23 de julho. Durante todo um dia, mulheres negras compartilharam com a plateia histórias de vida, sentimentos, músicas, poemas e muita força.

Leia mais:
As melhores frases e ideias do TEDxSãoPaulo – Parte I
As melhores palestras do TEDxSãoPaulo

O que rolou no TEDxSãoPaulo Mulheres que Inspiram:

“Enxergar o outro salva vidas”

Angela Domingos Peres

Angela Domingos Peres Foto: Anderson Jesus

Angela Domingos Peres Foto: Anderson Jesus

Angela é doutoranda em Antropologia Social e bacharel em Ciências Sociais pela Unesp. Em sua palestra ela falou sobre como cada privilégio adquirido por uma parcela da sociedade cria uma desigualdade imediata: “nessa ciclo, um dia a conta vem”.

O que ela propõe é gerar descaminhos, onde cada um possa se separar de si mesmo e buscar outras perspectivas para habitar as “fissuras da liberdade”, como ela chama. “Temos que abalar as certezas e expandir as possibilidades”.

“A questão com os meus sonhos é que eles costumam ser bem maiores do que eu ”

Daniela Gomes

Daniela Gomes com seu terno colorido e braço levantado

Daniela Gomes Foto: Anderson Jesus

Daniela subiu ao palco com um terno colorido e bem cortado, um black esvoaçante e algumas rimas que deixaram a plateia sem ar. Ela explica que, sempre que pode, não deixa de declarar o seu amor publicamente ao Hip Hop: segundo ela, o estilo musical salvou a sua vida e lhe mostrou uma outra forma de enxergar o mundo.

“Quando conheci o Hip Hop é como se todas as respostas chegassem ao mesmo tempo”, contou Daniela. Jornalista e ativista do movimento negro, é doutoranda na Universidade do Texas, onde faz uma pesquisa sobre como o estilo musical pode ser uma ferramenta de empoderamento de jovens negros.

“86% dos juízes no Brasil são brancos, quando 53% da população do país é negra”.

Mylene Ramos

Mylene Ramos na frente de telão com imagem de mãos

Mylene Ramos. Foto: Carol Valis

Mylene é negra e juíza, uma minora absoluta no sistema judiciário brasileiro. Formada em Direito, mestre e doutora por Columbia e Stanford, a juíza vem se destacando por atuar em causas que envolvem minorias, discriminação e trabalho escravo.

Para ela, o sistema judiciário deficiente de diversidade é um desfavor para os direitos do brasileiro e com seu trabalho luta para disseminar essa causa.

“A sociedade me diz que tenho que ser forte. Eu quero poder ser fraca, por isso escrevo”.

Stephanie Ribeiro

Stephanie Ribeiro sorrindo

Stephanie Ribeiro. Foto: Anderson Jesus

A plateia esperava uma Stephanie polêmica e incendiária no palco, como ela costuma ser em suas redes sociais e em sua luta diária pelo movimento feminista negro. Mas Stephanie mostrou um outro lado: o lado escritora que usa a palavra como remédio.

Stephanie é estudante de Arquitetura e Urbanismo pela PUC-Campinas. Ela é a primeira de sua família a cursar uma faculdade e sabe o impacto disso na sua história. Descobriu na escrita uma ferramenta para expor vulnerabilidades e curar dores escondidas. Sua avó, viúva de seu avô há décadas, é sua grande inspiração: “diariamente ela abre um caderno e conta para ele como foi o seu dia”, contou.

“Ter um plano é o primeiro passo para ter protagonismo na vida.”

Viviane Duarte

viviane duarte com camiseta escrito "plano de menina"

Viviane Duarte do “Plano de Menina”. Foto: Anderson Jesus

Todas as vezes que Viviane pedia uma boneca nova, uma roupa para uma festa ou um ingresso de um show para a sua mãe ela a ajudava a planejar essa conquista. “Ela me dizia ‘vamos ver o que você pode fazer com o que você tem para chegar nesse objetivo’, e desde cedo entendi a importância de ter um plano”, contou Viviane ao público do TEDxSãoPaulo.

Viviane é jornalista, com pós em Marketing de Consumo e MBA em Comunicação Estratégica. Já trabalhou em grandes multinacionais, mas hoje está a frente do projeto Plano Feminino e Plano de Menina, um ecossistema de educação, coach e empoderamento para fortalecer em futuras mulheres sua capacidade de poder ser o que quiserem no futuro, e de se planejarem para isso.

“Cansei de ver a minha gente nas estatísticas”

Mariana Barros

Mulher, negra e deficiente, Yzalú já começou explicando que, provavelmente, nenhuma das mulheres da plateia sabiam das discriminações que ela já passou, mas que a luta é uma só.

Yzalú é cantora, cresceu ouvindo músicas de protesto e ao longo da sua vida entendeu que o Hip Hop e a Bossa Nova se misturavam no seu coração. Recentemente, gravou o seu primeiro CD “Minha Bossa é Treta”, onde surpreende na força da poesia da sua rima e na suavidade de seu violão.

“Sejamos todos incomodados pelo invisível”

Patricia Santos de Jesus

Patricia com jaleco branco na frente de telão do TEDxSão Paulo

Patricia Santos de Jesus Foto: Anderson Jesus

Quando jovem, Patricia queria ser médica, mas logo foi informada por seus pais de que negros nessa profissão são raros. Cresceu observado a falta de pessoas negras em empresas e cargos qualificados. Hoje, pratica a “medicina do invisível”. Frequenta as mais diversas instituições apontando e questionando a ausência de afrodescendentes no quadro de funcionários

“Ubuntu: eu existo através de você”

Marta Celestino

Marta Celestino na frente de telão com imagem escrito "Ubuntu"

Marta Celestino. Foto: Anderson Jesus

Marta Celestino desenvolveu uma pesquisa sobre a “diáspora africana” que mostra para onde foram os povos dos 54 países do continente e como preservaram sua essência e cultura.

De acordo com a pesquisadora, nas culturas ancestrais africanas, conceitos como sustentabilidade e noção de coletivo/colaborativo são aplicados há séculos. No ocidente, esses valores começaram a ganhar real força nos últimos anos e ainda estão em desenvolvimento. O povo africano também é aberto à diversidade e ao pluralismo. Na África do Sul, por exemplo, há 11 idiomas oficiais. Marta atribui essas características à capacidade de sobrevivência dos africanos através dos séculos.

Ela afirma que a dispersão dos negros foi o primeiro movimento de globalização do mundo. “Isso também mostrou o quanto somos dominantes e não recessivos.” Marta também destacou a sabedoria ancestral “e não primitiva” dos 54 países do continente africano, como o encontro para partilha da comida etíope e o uso do termo “ubuntu”, uma espécie de “namastê” africano, que saúda a existência de cada um de nós, em todos nós. Trata-se da capacidade de entender e aceitar o outro, como ele é, e de celebrar a vida todos juntos.

 

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