Vivalá, a startup que une viagens e voluntariado
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Foto: Reprodução/Instagram @dancabreraespir
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Vivalá, a startup que une viagens e voluntariado

Camila Luz em 23 de maio de 2016

Unir turismo e voluntariado. Essa é uma das propostas da Vivalá, startup que incentiva viajantes a conhecer o Brasil e o mundo de novas formas. Daniel Cabrera, um dos sócios da empresa, diz que o país é gigantesco, culturalmente diverso e pouco explorado até mesmo por seus próprios habitantes. Por isso, fundou a plataforma digital, que conecta interessados em viajar a projetos sociais.

Hoje, a Vivalá leva o viajante para qualquer um dos estados brasileiros. A startup divide o turismo em quatro áreas: transporte, hospedagem, alimentação e entretenimento. No total, são mais de 300 mil ofertas nacionais e internacionais. A ideia é que a pessoa disposta a viajar encontre tudo o que precisa em um só site.

Daniel conta que, antes de abrir a empresa, ele e seus sócios descobriram que a maioria dos brasileiros conhece menos de dez estados. Para ele, isso gera preconceitos regionais e falta de empatia. Por isso, a Vivalá também oferece a opção de trabalhar como voluntário durante a viagem.

Gostamos muito do país e achamos que é preciso conhecê-lo de verdade. Essa é uma forma de conhecer de verdade a cultura do outro e de se envolver de uma maneira mais completa.

Ser voluntário em um novo local é diferente de turistar ou viajar para fazer compras. “Viajar como entretenimento pode ser um jeito de conhecer a realidade do local. Mas a parte do contato voluntário traz uma relação mais verdadeira”, defende o fundador.

Hoje, a rede conta com mais de 2.100 usuários ativos. É possível se cadastrar no site para encontrar projetos de voluntariado ou simplesmente montar o roteiro de uma viagem.

vivala propõe opções de viagens alternativos

foto: reprodução

Mastigar as informações sobre voluntariado

Para Daniel, poucas pessoas têm a iniciativa de buscar projetos voluntários quando vão viajar. Por isso, a Vivalá mastiga as informações para facilitar a vida do turista. Basta colocar o local de destino e o tipo de voluntariado que deseja realizar. A Vivalá trabalha com instituições parceiras, como a Rio 2016. A startup é a única organização do mundo a oferecer opções de voluntariado durante as olimpíadas brasileiras.

Como a plataforma também oferece a opção de turismo comum, quem deseja apenas viajar pode cotar com milhares de fornecedores passagens aéreas, rodoviárias, hospedagem, restaurantes e pacotes para achar a experiência que mais faça sentido em preço ou comodidade.

 

Novos olhares para velhos lugares

Atualmente, a Vivalá está trabalhando na área de entretenimento do site. O objetivo é oferecer o turismo de experiência. “Não vamos oferecer um entretenimento qualquer, e sim um que julguemos engrandecedor, que faça o passeio ser mais interessante e produtivo”, explica Daniel.

Ele acredita que viajar é uma forma de expandir a visão de mundo. “Pessoas crescem ao viajar. Ganham novas referências, conhecem pessoas e culturas diferentes”, opina.

Para o futuro próximo, um dos planos da empresa é realizar expedições pelo Brasil. O objetivo é rodar o país conhecendo novos projetos, incluindo parceiros que nem mesmo estão conectados à internet. “Queremos conhecer pequenos projetos de entretenimento que mostrem a realidade do Brasil. Falamos muito em trazer ‘novos olhares para velhos lugares’”, conta o fundador.

foto de mulher boiando em praia no Jalapão

Foto: Reprodução/Instagram @jalapaoextremo

Como a Vivalá surgiu

O projeto da Vivalá foi trabalho de conclusão de curso de Daniel, Pedro e outros colegas na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em São Paulo. Em 2014, todos estavam empregados em grandes empresas na área de marketing. “Fomos promovidos e trabalhávamos muitas horas por dia, com pouco descanso”, revela.

Foi quando Daniel decidiu, então, tirar o projeto da Vivalá da gaveta e fundar a startup. Para ele, trabalhar com voluntariado é muito gratificante. “Quando somos voluntários, lucramos com a experiência tanto quanto o beneficiado. Nos sentimos úteis e transformados de forma positiva”, conta.

No final de 2015, lançaram uma página de financiamento coletivo para arrecadar R$ 50 mil. Conseguiram tantos apoios que o total arrecadado ultrapassou a meta em R$ 8 mil. “Recebemos apoios de 8 estados do Brasil e até da Austrália e da Inglaterra”, conta. Precisavam do dinheiro para continuar pagando as pessoas que faziam o desenvolvimento do produto e outras operações.

A startup acaba de fundar o Instituto Vivalá, uma organização sem fins lucrativos focada em cuidar apenas da parte de voluntariado. Serão, então, duas organizações separadas: uma voltada para o turismo, que também presta serviços para empresas, e outra para projetos sociais.

O site, no entanto, continuará funcionando da mesma forma. O usuário que buscar por uma viagem para a Bahia poderá topar com projetos como o Instituto Trancoso. O trabalho consiste em dar aulas de culinária para jovens de 16 anos.

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Outro turista desavisado poderá planejar um passeio por Curitiba e se interessar em ser voluntário de teatro na Organização de Desenvolvimento do Potencial Humano. Para incentivar a troca de experiência entre os usuários, há uma aba no site chamada “Quero me Conectar”. Lá, os usuários podem trocar experiências de turismo e voluntariado.  Cadastre-se e conte para a gente o que você descobriu.

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